outubro 29, 2009

AMANHÃ JÁ ESTÁ À VENDA BANG BANG ULTIMATE 1, DE HUGO TEIXEIRA. E MAIS DUAS NOTAS EXPLICATIVAS A COMENTÁRIOS AO POST CRÍTICO SOBRE O FIBDA, DE DIA 26.

Foram dois anos de produção. Com BANG BANG 1 em 2007 e BANG BANG 2 em 2008. Agora Hugo Teixeira refez algumas pranchas e terminou a primeira parte da história dando origem ao BANG BANG ULTIMATE 1, o western futurista em estilo mangá - o primeiro mangá português. Só que o livro sai agora no formato tankobon, ou seja o formato mais utilizado no Japão. Assim, mais uma vez a Pedranocharco aposta num novo autor que tem vindo a progredir bastante e a criar um núcleo de fãs apreciável. Diga-se desde já que esta história será uma mini-série em três volumes, dos quais este é o primeiro.

Na compra, durante o FIBDA 2009 do BANG BANG ULTIMATE 1 oferecemos um exemplar de BANG BANG 2. E o Hugo Teixeira estará a dar autógrafos permanentemente, seja no espaço dedicado aos autógrafos, seja no próprio stand Pedranocharco/Asa Negra Comics.

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Preço no FIBDA 2009: € 6,50

NOTAs EXPLICATIVAs: Dois comentários no post com o texto da minha crítica ao FIBDA deste ano referem que o stand Pedranocharco estava fechado durante a semana. Pois claro, durante a semana é quase pura perda de tempo manter o stand aberto, além de que, para quem trabalha até às 20:00h é impossível lá estar... até às 20:00h.

E já agora, meu caro Almadan, saíu beneficiado, porque só ontem (ver post de ontem com o desdobrável) tomei a decisão de oferecer toda a colecção do BDjornal - do #1 ao #18 - a quem comprar todos os números do ano 3, ou seja, do #19 ao #24. Passe por lá no fim de semana e não se vai arrepender.

Mas o comentário mais importante foi o do José Carlos Fernandes. E perante o que ele diz - e só tenho de "baixar as orelhas" pelo que me atrevi a escrever nesse texto sobre a não ida dele ao FIBDA deste ano - só tenho que deixar aqui as minhas desculpas, por ter usado, abusivamente, a ausência do JCF no Festival sem saber porquê, o que, apesar disso, não retira uma virgula a tudo o resto do que penso sobre o FIBDA.

Responderei ao comentário sobre os papalvos noutra oportunidade porque este caríssimo Tiago, não percebeu patavina do que eu disse, ou então não sabe, nem o que são papalvos, nem para que serve o espaço comercial de um Festival!!!

Publicado por jmachado em 08:35 PM | Comentários (4) | TrackBack

outubro 28, 2009

A PEDRANOCHARCO NO 20º FIBDA 2009

Vamos distribuir dois desdobráveis no próximo fim de semana do FIBDA. Aqui fica o primeiro. O segundo difere apenas no interior (face b) onde publicitamos os editores que estão connosco no stand Pedranocharco.

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ESPERAMOS A VOSSA VISITA !!!

Publicado por jmachado em 08:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 26, 2009

VIGÉSIMO ANIVERSÁRIO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DA AMADORA – O PRINCÍPIO DO FIM DE UM FESTIVAL?

A abordagem que faço este ano sobre o FIBDA aqui no Kuentro, será bastante diferente dos anos anteriores. Será muito mais crítica, mais incisiva nas questões organizativas, mais caustica na apreciação das opções estruturais e expositivas. Tudo por causa dos vinte anos do festival. E por pensar que já chega desta visão redutora que o FIBDA tem da banda desenhada, apesar de propalar o contrário. A organização (leia-se o director do Festival) argumenta que é este o modo como a Câmara da Amadora entende que deve ser um Festival virado para a divulgação da banda desenhada. Mas nós, os utentes e, já agora, os agentes da banda desenhada que se produz neste país, os principais interessados num evento desta natureza, achamos que um Festival erigido todos os anos sob a égide da CMA, e portanto com dinheiros públicos, deve reflectir também as opções daqueles que contribuem em larga escala (pela sua actividade editorial e comercial, pagantes maioritariamente de IVAs e IRCs) para a sua concretização.

Portanto, o que vai seguir-se neste blogue, será uma apreciação muitíssimo crítica do FIBDA durante as próximas semanas.

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O 20º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA 2009, iniciou-se neste fim-de-semana (23/25 de Outubro) com alguns problemas estruturais, que pensávamos terem sido já arredados dele. Em primeiro lugar o espalhar-se por toda a Amadora, em cinco ou seis núcleos, em vez de se concentrar num único, como tenho defendido desde sempre e como actualmente se faz um pouco por toda a Europa.

Depois, a escolha das exposições parece-me desajustada (mais uma vez) daquilo que deveria ser sobretudo uma mostra das actuais tendências da Banda Desenhada, tanto as internacionais como as portuguesas. Mas como ainda não tive tempo de ver uma única exposição (o trabalho no stand da Pedranocharco é duro), baseio-me apenas no programa recebido online – uma vez que este ano o programa impresso não esteve pronto para o primeiro fim-de-semana, o que também é muito lamentável e desagradável – reservo-me uma mais fundamentada opinião sobre este aspecto, lá mais para o fim do Festival.

E começa logo aqui - na questão do Programa e do Catálogo - o desrespeito pelo público: um Festival com esta envergadura (real ou imaginária) tem obrigatoriamente que ter – sem quaisquer tipos de desculpas – prontos a tempo, o Programa e o Catálogo! Pelo menos dois dias antes do início do festival. E não servem as desculpas de que a equipa é pequena: aumentem-na se for necessário, ou então não gozem férias nos três ou quatro meses antes do Festival, como costumam fazer.

Depois, e de novo, o profundo desrespeito pelos editores e livreiros de banda desenhada, ao encolher drasticamente o espaço reservado aos stands comerciais em cerca de 30 ou mesmo 40% do espaço atribuído nas três últimas edições.

No FIBDA de 2006 os editores e livreiros foram chamados, em reunião conjunta, para apreciarem a maqueta do núcleo principal e pronunciarem-se sobre as melhorias introduzidas no espaço comercial. Dada a excelente proposta apresentada, ninguém se opôs e as coisas não correram mal. O esquema manteve-se em 2007 e 2008, tendo os editores e livreiros de BD sido chamados de novo (desta vez individualmente) apenas em 2007 para se pronunciarem sobre o dito espaço. Como em 2008 o espaço se manteve, nada havia a obstar. Agora, este ano, valha-nos o deus de Saramago!! !

A implantação do “carro eléctrico” (onde no ano passado estavam os desgraçados dos autores a dar autógrafos) no meio do excelente espaço de circulação e de convívio, que era em 2007 e 2008 o centro comercial do FIBDA, destruiu completamente uma estrutura funcional e arejada que fornecia uma dinâmica própria ao conjunto. A justificação – dada por um elemento da organização – é que se trata de uma estrutura que já estava feita e precisa de ser rentabilizada! Então, digo eu, destruam essa estrutura que não serve para nada e mesmo perdendo no mau investimento feito no ano passado com ela, ganharão certamente em credibilidade perante o público e perante os agentes da banda desenhada em Portugal (os únicos agentes que garantem a circulação da BD neste país).

Devo acrescentar, já agora, que ontem, domingo dia 25 de Outubro, por volta das 17 horas, no espaço comercial do FIBDA, o ar era completamente irrespirável, dada a concentração de pessoas e o péssimo arejamento do local, devido não só à redução do mesmo como ao sobre-preenchimento com o dito “carro eléctrico”. Foi num ambiente digamos, asfixiante, que decorreu o dia com mais afluência de público deste primeiro fim-de-semana.

Foi também o dia mais frustrante em termos de vendas porque foi o dia dos papalvos, aqueles que vão com a família toda visitar o FIBDA, mas não têm qualquer afinidade com a BD, em vez de irem ao circo (que não há) vão ao FIBDA com a chavalada toda e olham, olham, perguntam preços e depois, não compram nada! Vão ver as exposições - quase em passo de corrida - e não vêem rigorosamente nada. Entram no auditório quando está vazio, para descansarem… Enfim, felizmente para eles até há pipocas no FIBDA, para entreterem as proles.

Mas todos os anos existe um dia destes no FIBDA, desde que me lembro, só espero que não haja outro este ano.

E por tudo isto, volto a perguntar, como há dois anos atrás: para que serve afinal um Festival de Banda Desenhada em Portugal? Para mostrar exposições vistas pelos organizadores em qualquer outro sítio por essa Europa fora e que não têm nada a ver com que se faz actualmente? (Qual é o interesse actual nos 50 anos do Asterix, senão o comercialismo obtuso e sem significado real no modo de fazer BD?) Para mostrar meia dúzia de autores de mangá sem qualquer conexão com a realidade portuguesa – e mesmo europeia, quando se celebram em França os vinte anos da edição de mangá –, ou para mostrar… quantos autores portugueses? Nem o José Carlos Fernandes quis vir a esta edição do FIBDA para dar autógrafos… e isto já diz muita coisa. E mesmo com a pobreza editorial que grassa entre nós nos últimos anos, vão-se fazendo algumas coisas: os autores não param e os editores tentam (mesmo com o risco de sobre-endividamento que isso acarreta) apresentar material impresso, que é o meio, por definição própria, da apresentação e circulação da BD, das obras geradas.

Parece-me que, chegado à vigésima edição, o FIBDA – e com ele a Câmara Municipal da Amadora – tem que se questionar, se quer continuar a ser um Festival amorfo, como o que tem sido, ou se quer passar a ser um Festival interventivo no panorama da BD portuguesa e, quiçá, ibérica (mas terá, neste caso, que comer o pãozinho que o diabo amassou para suplantar Barcelona, Galiza, etc…), marcando ritmos, dando a ver tendências, apostando em iniciativas de ponta nesta área da BD. Se o quiser fazer, terá indubitavelmente que substituir TODA esta equipa organizativa do Festival por gente verdadeiramente conhecedora e capaz, não por funcionários públicos que marcam o ponto – e a maior parte do tempo nem isso – para ganharem o ordenadozito ao fim do mês. Esta gente não entende a banda desenhada, senão pela rama, não compreende as mudanças, não tem qualquer sensibilidade para gerar sinergias e, sobretudo, não sabe trabalhar com os agentes que, a muito custo, fazem circular e mantêm viva a “ideia” da BD neste país – por enquanto e até ver.

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Espaço Comercial do FIBDA 2009.

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O mesmo espaço em... 2007.

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E fica aqui um pequeno video de circunstância, no final do domingo, dia 25 de Outubro, onde podem ver-se Andreia e Hugo Jesus escolhendo uvas, Hugo Teixeira, Mário Freitas, Rui Lacas, C.B.Cebulsky e Geraldes Lino conversando com Pedro Bouça...

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Em próximo post vamos tentar perceber - sugerindo - como é que o espaço comercial do FIBDA podia ter ficado mais... desafogado!

Publicado por jmachado em 05:22 PM | Comentários (12) | TrackBack

outubro 19, 2009

CAMINHANDO COM SAMUEL, livro de bd de Tommi Musturi, pela MMMNNNRRRG

A partir de hoje ficam aqui também notícias sobre o 20º FIBDA 2009, como já é hábito neste Kuentro à muitos anos. Começamos com este lançamento da MMMNNNRRRG - CAMINHANDO COM SAMUEL, de Tommi Musturi, distribuído pela ChiliComCarne.

CAMINHANDO COM SAMUEL

livro de bd de Tommi Musturi
pela MMMNNNRRRG

Tommi Musturi é um dos autores mais importantes na Finlândia, e também como dinamizador da bd. Já visitou duas vezes Portugal: Salão Lisboa 2005 e a recente Feira Laica na Bedeteca de Lisboa, onde estava patente a exposição da antologia GlömpX, que participou como autor, comissariou e editou. Também já publicou em Portugal na revista Quadrado e no Mesinha de Cabeceira, tendo já um certo culto à sua volta.

Caminhando com Samuel é um livro universal porque a bd é muda (sem palavras), colorida e tão atraente que atinge vários quadrantes de público: o público infantil (embora haja um episódio sangrento), o adulto (que terá trips metafísicas), os colecionadores e os generalistas, os cromos da bd, da ilustração e do street-art (todos irão aprender com a técnica de Musturi), e até os "peter-pans" dos toys terão tesão - é uma promessa séria mas na MMMNNNRRRG sempre fomos muito sérios!
...
140p. a cores, 21x21cm, capa Dura
PVP: 20€ (50% desconto para sócios, lojas e jornalistas)
exemplos de páginas : aqui / aqui / aqui
distribuído e promovido pela Chili com Carne
...
locais de venda onde já se encontra o livro:
Braga: 100ª página
Lisboa: Artside, BdMania, Fábrica Features, Flur, Mongorhead
Madrid: Panta Rhei, Sins Entido
Moura: Ao sabor da leitura
Porto: CDGO.com, Central Comics, Kuri Kuri Shop
Torres Vedras: Casa Ruim
Cadeia de lojas: FNAC, Matéria Prima

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Publicado por jmachado em 09:08 PM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 17, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #93 - Carlos Pessoa no Público sobre o perdido-e-agora-recuperado Sandokan de Hugo Pratt + Pedro Cleto no Jornal de Notícias sobre os 50 anos de Fritz the Cat, de Robert Crumb.

Já aqui postámos vários recortes sobre o Sandokan perdido-e-agora-recuperado de Hugo Pratt. Voltamos a fazê-lo com um texto de Carlos Pessoa no Público de 12 de Outubro e esperemos que seja editado em Portugal (para já parece que está à venda nas FNACS a edição da Casterman: Sandokan, Le Tigre de Malaisie) para fazermos então um dossier sobre esta famosa personagem de Salgari, esse fascinante italiano, autor de romances de aventura, que se suicidou por harakiri em 25 de Abril de 1911… por amor, diz-se.

Fica também um texto de Pedro Cleto no Jornal de Notícias sobre os 50 anos de Fritz the Cat, de Robert Crumb, o gato hippie mais marado da BD e que fez as delícias da geração de 1970.

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SANDOKAN
O sucesso de Corto Maltese matou-o

A história, incompleta, esteve perdida durante quase 40 anos e foi reencontrada por acaso. Nunca chegou a ser publicada. Até agora

Carlos Pessoa

Em 1971, Hugo Pratt vivia em Paris e raramente passava pela redacção do Corriere dei Piccoli. Mas, quando isso acontecia, havia uma pergunta recorrente à sua espera: “Então, já acabaste?”
Os autores da interpelação eram Mario Oriani, director da revista (suplemento infantil do diário Corriere della Sera), Giancarlo Francesconi, chefe de redacção da mesma publicação, ou Mino Milani, autor da adaptação para banda desenhada do livro Os Tigres de Mompracem, de Emilio Salgari. E o que eles queriam saber era quando podiam, finalmente, ler a história de Sandokan que Pratt começara a desenhar em 1969 a partir do argumento de Milani.
O projecto Sandokan arrancara imediatamente após a conclusão de A Balada do Mar Salgado, publicada na revista Sergent Kirk desde 1967. Mas na altura em que Pratt dava corpo às primeiras imagens do herói oriental, Georges Rieu, chefe de redacção de Pif (revista francesa de banda desenhada) desafia-o para relançar Corto Maltese. O autor veneziano muda-se para Paris e canaliza toda a sua energia criativa para o desenvolvimento das aventuras do marinheiro de Malta, que obtém quase de imediato grande notoriedade, contribuindo para impor internacionalmente o talento do seu criador.
A pergunta era retórica e os responsáveis da revista italiana rapidamente perceberam o que estava a acontecer. Pratt deixara de se interessar pelas aventuras de Sandokan, que começara a desenvolver em 1969, com grande entusiasmo, com Mino Milani.

“Apercebi-me de que a pergunta não tinha sentido. Hugo instalara-se em Paris e dedicava-se à sua personagem; tínhamos que contentar-nos em publicar as histórias de Corto Maltese, cujos direitos tínhamos adquirido a Pif”, conta Alfredo Castelli, argumentista de BD que integrou a equipa do Corriere dei Piccoli em 1971.

Ao ver as primeiras pranchas, apercebe-se de que há muito de Corto Maltese nesta versão do herói de Salgari. Yanez, o companheiro de Sandokan, fazia lembrar Corto e o próprio Pratt – bastava retirar-lhe o bigode –, e Marianne parecia uma réplica da protagonista de Ann de la Jungle, outra criação do artista veneziano.

De vez em quando ainda vão chegando algumas pranchas de Sandokan à redacção do Corriere, mas o artista italiano nunca acabaria a história. E nem mesmo a decisão de anunciar a publicação proximamente dessa obra, apresentada como “uma nova e muito original versão em banda desenhada” de Os Piratas da Malásia, produziu o menor efeito.

Com Pratt fora do projecto, a única saída era entregá-lo a outro desenhador, o que obrigaria a recomeçar tudo de novo. Não foi tomada qualquer decisão e os originais – cerca de três dezenas de pranchas – acabaram numa pasta amarela, cujo rasto se perde nos 37 anos seguintes.

A história foi encontrada em 2008, quase por acaso, por Alfredo Castelli. Repousava num arquivo pessoal onde a arrumara em 1975, quando saiu do Corriere. Já foi publicada em Itália e em França, mas, por agora, os admiradores portugueses de Pratt terão de se contentar com uma dessas versões.

Atmosfera de mistério

Durante estes anos, muito se falou daquela história-fantasma. Dominique Petitfaux, biógrafo de Pratt, sabia da sua existência, mas nunca tinha visto as pranchas, admitiu ao P2. No seu livro De l’Autre Côté de Corto, recolha das conversas e diálogos que manteve com Pratt ao longo de vários anos, interpela o artista sobre este assunto, que lhe responde: “Essas pranchas foram-me roubadas. Não sei por quem, mas Francesconi sabe e prometeu que mo dizia um dia!”

O próprio Pratt tentou seguir o rasto das suas pranchas. Falou disso a Castelli, que apelou a um amigo que trabalhava nos arquivos do Corriere della Sera. A conclusão foi desanimadora, segundo revela Castelli na introdução à edição francesa de Sandokan, Le Tigre de Malaisie (Casterman):

“Uma grande parte do material dos anos 1960 e começo dos anos 1970 tinha-se perdido, diz-se mesmo que foi queimada (!) para arranjar espaço nos armazéns. Tentei reconstituir os factos com Francesconi, Milani e outros redactores. Nada: os últimos indícios remontavam à famosa reunião em que se tinha decidido não publicar a história.”

Nos meios ligados aos fãs da obra de Emilio Salgari, o assunto também era tema de discussão nos fóruns onde se aludia à eventual existência de uma adaptação de Sandokan à banda desenhada por Pratt. Para baralhar ainda mais as pistas e lançar uma atmosfera de mistério sobre o assunto, o próprio Pratt fazia declarações contraditórias.

Negou a existência da história, para a seguir a confirmar. E em 1982, numa entrevista ao Corriere della Sera, citada pelo historiador de BD Claudio Gallo na referida edição francesa de Sandokan, Hugo Pratt alude à encomenda pelo director do Corriere dei Piccoli. A tarefa consistia em ilustrar Os Tigres de Mompracem, mas o projecto não se concretizou porque, diz Pratt, “o modo de adaptar o texto era talvez um pouco demasiado dessacralizante”.

Na ausência das pranchas, especulava-se também sobre as fontes de inspiração da dupla Milani- Pratt. Segundo alguns, a história não se basearia num texto de Salgari, mas num raríssimo exemplar da adaptação teatral de Francesco Serravalli (1890).

Recriação original

A descoberta das pranchas é um episódio quase banal. Ao preparar uma recolha de histórias de um dos seus personagens (Omino Bufo), Castelli foi vasculhar numa caixa que não abria desde 1975. Além do que procurava, encontrou uma lista telefónica interna da redacção... e a maqueta com as provas de Sandokan. “Durante anos, procurei em toda a parte os originais da história sem me dar conta de que as suas reproduções perfeitas estavam ao alcance da minha mão”, comenta.

O resto já é conhecido. Graças ao acordo da Cong, SA, sociedade gestora de todos os direitos da obra de Hugo Pratt, a editora italiana Rizzoli Lizard publicou a primeira edição mundial do Sandokan de Pratt. A edição francesa, publicada a seguir, é da responsabilidade da Casterman.

Qual é o lugar desta banda desenhada na obra do criador de Corto Maltese?
“É interessante historicamente na carreira de Pratt porque é a última vez que ele desenha uma história de que não é o argumentista”, responde Dominique Petitfaux.

Contemporâneo de Corto, Sandokan provoca uma sensação de déjà-vu, como realçou Franco Castelli. A poltrona de costas arredondadas em que Sandokan se senta é quase idêntica à que Corto usa enquanto fuma um cigarro, por exemplo. “Sandokan surge na época em que Corto se torna uma banda desenhada importante, o que explica, sem dúvida, que Pratt não tenha considerado indispensável terminar Sandokan”, nota Petitfaux. “De uma certa forma, foi Corto quem matou Sandokan”, conclui.

Claudio Gallo, por seu lado, enfatiza a originalidade da criação de Hugo Pratt: “A encarnação de Os Tigres de Mompracem realizada pelo ilustrador veneziano – que conferiu a Sandokan traços claramente orientais, tornando-o bastante mais inquietante do que os seus antecessores barbudos euroasiáticos – é sem dúvida uma das mais originais de todas as que se sucederam nas bandas desenhadas.”

Da segunda parte de Os Tigres de Mompracem, Pratt faz apenas quatro pranchas e a história (inacabada) termina com Sandokan e Yanez a cair à água. “Diabo!”, exclama Yanez.

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Duas pranchas e a capa de Sandokan, Le Tigre de Malaisie. Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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Recorte enviado por J.M.Pinto - texto corrido enviado por Pedro Cleto.

Robert Crumb criou Fritz the Cat há meio século

2009-10-15

F.CLETO E PINA

Há 50 anos, Robert Crumb esboçava Fritz the Cat, longe de imaginar o sucesso que lhe traria uma personagem inspirada num gato que teve em criança e na personagem então criada para divertir as suas irmãs.

Marco na história da banda desenhada "underground" norte-americana, de que muitos consideram Crumb o pai, Fritz é um animal antropomórfico, que serviu ao autor para criticar de forma ácida e mordaz a América dos anos 60 e a sua cultura pop, em narrativas delirantes e politicamente incorrectas, em que tudo é questionado. Nas primeiras histórias, o traço de Crumb, em que se reconhecem ainda influências de Disney, é limpo e despojado, rápido e ágil, como se a urgência de narrar a tal obrigasse, mas, com o passar dos anos, emerge o estilo personalizado do autor, mais impressivo e sujo e com os cenários bem preenchidos.

Morador numa grande cidade, preguiçoso, egocêntrico, interesseiro, volúvel, sem princípios éticos ou morais, provocador de conflitos e desejoso de experiências sexuais com qualquer fêmea, independentemente da sua raça, o felino fez de Crumb tudo aquilo que ele não desejava: um autor respeitado e aclamado, com a sua criação transformada num objecto de desejo da sociedade de consumo. A boa aceitação da longa-metragem com o seu nome, dirigida por Ralph Bakshi, em 1972 - que foi o primeiro filme de animação a ser classificado para adultos nos EUA -, foi a gota de água que levou o desenhador a decidir acabar com ele. Isso sucederia nesse mesmo ano, em "The death of Fritz the Cat", em que o felino morre às mãos de uma ex-namorada, uma avestruz neurótica e enciumada, armada com um picador de gelo, ainda antes da estreia do segundo filme animado, "The nine lives of Fritz the Cat" (1974).

Publicado inicialmente na revista "Help" e depois em alguns jornais e em publicações "underground", "Fritz the cat", cujas histórias, pin-ups e ilustrações diversas continuam a ser reeditadas, fez uma breve aparição em Portugal, no jornal "Lobo mau" (1979).

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

Publicado por jmachado em 07:42 PM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 15, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #92 - OS PASSAGEIROS DO VENTO: A MENINA DE BOIS-CAÏMAN, DE BOURGEON

Dois textos já atrasados de Carlos Pessoa no Público de 2 e 10 de Outubro. Mas para não sobrecarregar isto, fica aqui só o de dia 2, sobre o último volume publicado da colecção Os Passageiros do Vento, de Bourgeon: “A Menina de Bois-Caïman” - Livro 1, que saíu com o jornal no dia 7. Curiosamente recebi esta semana o álbum em versão encadernada, que a ASA me enviou e é essa capa que se pode ver mais abaixo. È uma verdadeira pérola da BD, não só pelo denso mas excelente texto como pelo magnífico desenho que François Bourgeon entretanto, ao fim de 25 anos, refinou ao máximo. Ficam também quatro pranchas recolhidas da edição francesa.

Para o fim-de-semana fica o outro texto de C.P. sobre o Sandokan de Hugo Pratt e dois textos de Pedro Cleto no Jornal de Notícias.

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A Menina de Bois-Caïman, sexto álbum da colecção Os Passageiros do Vento

O REGRESSO DE ISA, 25 ANOS DEPOIS DA PRIMEIRA AVENTURA

A Menina de Bois-Caïman
Quarta-feira, 7 de Outubro
Por + 9,90 euros
(Inédito em português)

Carlos Pessoa

Passaram-se 25 anos desde a publicação da primeira aventura, durante os quais não voltámos a ter notícias da heroína. O autor esteve ocupado com outros projectos, que o levaram até à Idade Média e, a seguir, a um futuro ficcional. Um dia, porém, Bourgeon decidiu regressar à sua personagem: “Senti o desejo de voltar de novo a Isa. Fiquei com o sentimento, no quinto episódio da série, que fora demasiado sucinto no tratamento da vida dos colonos em S. Domingo e da escravatura. A elasticidade do tempo fascina-me. O que eu conto parece muito antigo, mas à escala da História é muito recente.”

O resultado desta nova incursão é A Menina de Bois-Caïman, uma longa história de 142 pranchas em dois volumes, cuja conclusão está prevista para o começo do próximo ano – Bourgeon começou a trabalhar no projecto em 2003, tendo consultado centenas de obras para o efeito.

Combinando dois momentos temporalmente distintos, a narrativa de Bourgeon revela o percurso de Isa desde as Antilhas à Luisiana, passando pelo mar das Caraíbas. Isabeau, conhecida afectuosamente pela criadagem como Miss Zabo, é uma mulher independente, corajosa e com pensamento próprio. Não hesita em atravessar, praticamente sozinha, uma parte dos Estados Unidos, saídos há pouco tempo da guerra civil e com as vias de acesso destruídas ou pejadas de bandos perigosos. E só a muito custo se abstém de exprimir as suas firmes opiniões anti-União perante uma assembleia de altos oficiais do exército vencedor.
Por estas características e qualidades, a protagonista faz lembrar outra Isa, sua avó, figura central dos episódios anteriores da série. Encontrá-la-á no final de uma viagem acidentada em que conhece um jornalista francês que a ajuda e lhe faz companhia durante o percurso. Aparentemente desprovido de afecto, o encontro com Isa vai desencadear uma série de recordações e memórias da velha senhora, que deixara as Antilhas no final de 1791 com rumo à Luisiana. Põe também a nu uma profunda divergência de pensamento entre ambas a respeito de algumas das questões essenciais do seu tempo.

O tempo que passou desde 1984 não degradou nenhuma das qualidades que impuseram a série como um clássico contemporâneo. O grafismo do autor revela mais maturidade do que nunca, a história exprime uma pujança e uma solidez facilmente reconhecíveis.
Agora, só falta mesmo ficarmos a conhecer o desenlace da aventura...

O álbum

A guerra civil americana acabou há um ano, deixando um rasto de morte, destruição e ódios inextinguíveis. Miss Zabo deixa a cidade de Nova Orleães na companhia de Cornelius em direcção a Nottoway. A viagem parece comprometida, pois está ocupada por um contingente militar importante e a deslocação parece impossível. Vale-lhe a presença na região de Quentin Coustans, um repórter francês, que decide acompanhá-la numa viagem recheada de dificuldades.

A Menina de Bois-Caïman (argumento e desenho de François Bourgeon) é a primeira parte do sexto álbum da série Os Passageiros do Vento. A conclusão desta aventura, que encerra o ciclo, será publicada em Janeiro do próximo ano.

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Imagens da responsabilidade do Kuentro.

Publicado por jmachado em 09:25 PM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 12, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #91 - RECORTES MAIS OU MENOS ATRASADOS.

Para início de apresentação de recortes, aí vai um texto, a abrir, que não é um recorte: Manuel Caldas, a quem em tempos chamei “o fanzineiro louco da Póvoa”, por causa do seu fanzine Nemo, continua a editar BD, para gáudio de muita gente (eu incluído). Enviou-me o texto que abaixo transcrevo – um deles sobre o primeiro Tarzan desenhado pelo Hal Foster. Depois temos alguns textos de divulgação de Cristóvão Gomes no jornal “i”, enviados por José Manuel Pinto, juntamente com os recortes de textos de Pedro Cleto que também se seguem – um sobre a adaptação de Aquilino por Artur Correia, outros sobre os aniversários da Mafalda e do Asterix, e um outro texto de Eurico de Barros sobre o Sandokan do Hugo Pratt, etc… há muita coisa para ler.

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A todos os eventuais interessados e à classe em vias de extinção dos que ainda compram e lêem livros de banda desenhada se faz saber que Manuel Caldas já tem impressos dois novos livros: "Tarzan dos Macacos" e "Ferd'nand Retorna"

TARZAN DOS MACACOS
72 páginas, 23 x 21,5 cm, preto e branco, brochado, 12.50 Euros.
A primeira banda desenhada realista: a condensação da novela de Edgar Rice Burroughs ilustrada por Harold R. Foster.
No seu 80º aniversário, a obra que revelou o criador de "Príncipe Valente" é finalmente publicada numa edição que a apresenta pela primeira vez em todo o mundo completamente restaurada.

FERD'NAND RETORNA
120 páginas, 23 x 20,5 cm, preto e branco, brochado, 12.50 Euros.
Todas as 313 tiras diárias de 1938, o segundo ano da universal série pantomímica de Mik. A primeira vez em todo o mundo que tal material se recolhe em livro na sua integralidade.

Ainda não se sabe a data em que estes livros serão distribuídos pelas livrarias, mas podem desde já ser adquiridos através do editor, bastando para tal fazer uma transferência para o NIB 003506660003845690063 ou enviando um cheque ou vale postal para
Manuel Caldas
Apartado 222
4490-909 Póvoa de Varzim

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“JORNAL DE NOTÍCIAS” DE 22/09/2009.

ARTUR CORREIA LEVA AQUILINO PARA A BD

Chama-se Artur Correia, nasceu em Lisboa, a 20 de Abril de 1932, tem uma vida dedicada a banda-desenhada e ao cinema de animação e lançou recentemente o "Romance da raposa;', baseado na obra de Aquilino Ribeiro.

Iniciou a carreira "aos 14anos, no 'Papagaio', após o curso na 'Machado de Castro"', mas desde "os sete que copiava tudo o que era bonecada, influenciado pelo 'Mosquito', que era mentor e substituía o cinema enquanto influenciador da nossa fantasia". No site que o filho lhe dedicou, evoca que, "na altura, recebia 7$50por ilustração e 20 escudos por página ou capa" e confessa que era um dos que "alargavam os desenhos das histórias do Tim-Tim (era assim que então se escrevia), transformando uma prancha única numa dupla, para ocupar a página central". Autodidacta, com formação"baseada apenas no gosto pelo desenho, feita no contacto com mestres da BD e ilustradores", conseguiu, através da banda desenhada - "de que outra maneira poderia comunicar?"-, suprir a necessidade de transmitir"pensamentos, humores, alegria, etc.". A opção pelo traço humorístico e pelo tom infanto-juvenil surgiu da sua preferência por obras nesse estilo, "com que alimentava aquela parte de criança que vive em nós". É com ele que chega melhor às crianças, que adora, e revela que, ao criar BD, se sente "como urna criança a contar histórias a outras crianças". O que fez no "Camarada", "Cavaleiro Andante", "Fagulha" ou "Pisca-Pisca", em histórias como "As Aventuras de Dom João e Cebolinha", "O Neto de Robin dos Bosques" ou "Madrepérola em vaso". Ou, mais recentemente, nos álbuns "História Alegre de Portugal" ou "Super-Heróis da História de Portugal".

Com uma passagem de quase 30 anos (1965-1994) pelo desenho animado, com estúdio próprio, o Topefilme, que foi forçado a fechar "por falta de encomendas", reconhece que a animação o "influenciou enormemente na forma de fazer BD", pois nela descobriu "as linhas de força, 'plongés', multiplanos, etc.". Aliás, o recém-editado livro, "Romance da raposa", tem origem na série de 13fl1mes que realizou no final da década de 90, a partir do romance de Aquilino Ribeiro, e as personagens agora desenhadas "baseiam-se nas que foram criadas para 0 desenho animado" por si e por Ricardo Neto. É "uma obra fresquinha", diz, cujas mais de 200 páginas lhe tomaram "um ano de trabalho gostoso, em que lutou afincadamente para a execução dessa obra de mestre Aquilino".

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JORNAL “DIÁRO DE NOTÍCIAS” DE 08/10/2009.

ASTÉRIX, MEIO SÉCULO A BATER NOS ROMANOS

Celebração. Várias iniciativas estão preparadas para as comemorações do aniversário do gaulês

Os 50 anos de Astérix, Obélix e seus amigos gauleses vão ser assinalados com um conjunto de iniciativas em vários países, incluindo Portugal. Para hoje está marcada uma conferência de imprensa, em Paris, com Albert Uderzo, desenhador e criador, com René Goscinny, do personagem Astérix. A Uderzo juntar-se-ão Anne Goscinny, filha do já desaparecido co-autor da banda desenhada centrada na irredutível aldeia gaulesa que continua eternamente a resistir ao domínio romano.

Alguns dias depois, a 22 de Outubro, em 18 países em simultâneo, incluindo Portugal, é lançado um novo álbum com pranchas e textos inéditos assinados pelos dois criadores. O título da obra ainda está no segredo dos deuses. Astérix estreou-se em Portugal em 1961, dois anos após a sua primeira publicação em França, o seu país de origem.

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JORNAL “DIÁRIO DE NOTÍCIAS” DE 25/09/2009.

O CAPITÃO BLAKE E O AMIGO MORTIMER ESTÃO DE REGRESSO EM NOVEMBRO

Além das aventuras de 'Blake&Mortimer', ASA prepara outros lançamentos, como o do irredutível 'Astérix'

A ASA prepara-se em para uma nova temporada em grande na nova desenhada. Para isso, recorre a pesos-pesados: Blake&Mortimer, Os Passageiros do Vento e Astérix. Clássicos da BD que se chegam aos leitores portugueses entre Outubro e Novembro.

De acordo com Maria José Pereira, responsável na ASA pela secção de banda desenhada, as aventuras do Capitão Blake e do amigo Mortimer, um clássico da banda desenhada criado em 1946, chegam a Portugal a 20 de Novembro, o mesmo dia em que são publicadas em França e na Bélgica.

Aliás, ontem já se mostraram ao público francês nas páginas do jornal Le Figaro, que pré-publicou cinco pranchas. O álbum chama-se "A Maldição dos Trinta Denários" ("La Malediction des trente deniers", no original). O interesse nas histórias do capitão e do seu amigo é sustentado pela procura: desde a sua criação, já foram vendidos mais de 20 milhões de livros.

Ainda antes, chegam "Os Passageiros do Vento", de François Bourgeon, que marcou a "rentrée" editorial em França há poucos dias com "La Petite fiIle Bois-Caiman". O primeiro volume é lançado a 7 de Outubro, juntamente com o jornal Público, o segundo tomo de "A Menina de Bois Caiman" (titulo por cã) entra no mercado português (e francês) em Janeiro de 2010.

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“JORNAL DE NOTÍCIAS” DE 29/09/2009.

BANDA DESENHADA

MAFALDA CELEBRA HOJE 45.º ANIVERSÁRIO

Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou, transformou-se numa das mais divertidas comentadoras políticas da actualidade mundial nos anos 1960170. Celebra hoje 45 anos.

De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino "Primera Plana". Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas.

Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no "Primera Plana", na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional. À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saiam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina.

Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, "uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem.

A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.

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O ‘SANDOKAN’ INÉDITO DE HUGO PRATT

BD. Em 1969, Hugo Pratt e Mino Milani deixaram incompleta a adaptação das aventuras de 'Sandokan' para o suplemento juvenil do 'Corriere della Sera'. O álbum saiu agora, 40 anos mais tarde.

Eurico de Barros

É um título de interesse histórico e um acontecimento editorial na área da banda desenhada: a publicação de Sandokan-Le Tigre de la Malaisie, deixado incompleto por Hugo Pratt (1927 -1995), e depois esquecido durante décadas numa pasta da empresa que gere a obra do autor.

Tudo começou em 1969, dois anos após Pratt ter publicado o primeiro álbum de Corto Maltese, A Balada do Mar Salgado. O editor do Corriere dei Piccoli, o suplemento juvenil e de banda desenhada do diário Corriere delIa Sera, encomendou ao desenhador e ao argumentista Mino Milani, a adaptação de duas aventuras do Sandokan de Emílio Salgari.

Esta encomenda coincidiu com o inicio da afirmação da personagem de Corto Maltese, e por isso Pratt começou a atrasar a entrega das pranchas de Sandokan, absorvido que estava com o seu marinheiro errante e o sucesso que começava a ter.

"Mas não se podia esperar, tratava-se de um semanário e havia uma necessidade contínua de material", recordou o escritor, desenhador e argumentista Alfredo Castelli, grande amigo de Hugo Pratt, numa entrevista dada recentemente ao Corriere.

Incompletas e esquecidas

E assim, Milani e Hugo Pratt acabaram por deixar a encomenda por satisfazer, e as pranchas das duas histórias de Sandokan incompletas, ficaram esquecidas numa pasta, algures nos arquivos da sociedade Cong SA, que detém os direitos da obra do criador de Sargento Kirk e de Os Escorpiões do Deserto. Foi lá que Castelli as acabou por encontrar muitos anos depois (64 no total), respondendo finalmente a uma pergunta que o seu falecido amigo lhe punha de vez em quando, em geral durante os longos almoços e jantares que faziam em restaurantes de Milão: "Mas quem terá as pranchas do Sandokan?".

Após ter sido editado na Itália natal de Hugo Pratt em Maio, pela Rizzoli Lizard, coube agora à Casterman publicar a versão francesa da obra inacabada, com o título Sandokan - Le Tigre de Malaisie, já disponível nas FNAC portuguesas.
O DN não conseguiu apurar se alguma editora portuguesa está interessada, ou a negociar a compra dos direitos deste álbum póstumo de Hugo Pratt.

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JORNAL “I” DE 02/10/2009.

ESPECIALISTA DE BD

Cristovão Gomes

Fred: No Alfabeto

É A IDEIA da folha em branco que funda verdadeiramente a BD. E são as possibilidades de a preencher que a distinguem das outras formas de expressão artística. Coube a Fred Othon Aristidès mostrar que uma história desenhada não tem de se deter na realidade empírica. Nascido em 1931em Paris, iniciou-se na BD colaborando com a revista "Zero" em 1954. Em 1960 fundava com Georges Bernier e Cavannas a revista satírica "Hara Kiri", que levava a inscrição "Journal bête et méchant". Nela se promovia um fortíssimo ataque a todas as instituições estabelecidas. No dia da morte do general de Gaulle, as suas parangonas anunciavam: «Baile trágico em Colombey: um morto». A censura francesa actuou, proibiu a publicidade da revista e a sua venda a menores. Em resposta, os seus criadores alteraram-lhe o título para "Charlie Hebdo". Charlie, como De Gaulle. Mas foi com a criação de "Philemon", em 1965, que Fred se distinguiu dos demais.
O nome do personagem alude ao poeta e dramaturgo ateniense da comédia nova, mas as histórias são mais próximas de Lewis Carrol. Nelas Fred explora a nossa noção de realidade física e desafia os seus limites, num registo próximo do deliria onírico. O tom surreal da série acompanhado pelo desenho caricatural formam um conjunto estranho e fascinante. A carreira de Fred não se resume a "Philemon"; colaborou com Mézières, Rubuc ou Alexis, criou outros personagens, recebeu o grande premio de Angoulême em 1980. Mas nunca, como em “Philemon”, soube preencher tão bem um espaço vazio.

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JORNAL “I” DE 25/09/2009.

ESPECIALISTA DE BD

Cristovão Gomes

Muñoz: a preto e branco

JOSÉ Muñoz nasceu em 1942,em Buenos Aires. Aos 12 anos já tinha aprendido a esculpir e a pintar com o seu mestre, Humberto Cerantonio. Sempre que podiam fugiam os dois para os subúrbios de Buenos Aires, onde apresentavam espectáculos de marionetas.
Por essa altura a Argentina estava cheia de revistas de BD. Produzidas a custo baixo, era nelas que os operários se perdiam durante as longas viagens de autocarro que os levavam até às grandes cidades.
Cesare Civita, um editor italiano que por lá se encontrava, contratou então uma serie de autores de BD na Europa, entre eles Hugo Pratt. Muñoz sucumbiu ao encanto daquelas histórias, contadas em preto e branco num papel de má qualidade. E aos 15 anos estava inscrito na Escola das Artes, assistindo a aulas de Pratt e de Alberto Breccia.
Acabaria por colaborar mesmo com Pratt em Ernie Pike. Em 1972, farto da ditadura militar, resolveu fugir para a Europa. Chegou primeiro a Inglaterra mas só em Espanha se sentiu em casa. Foi lá que encontrou Carlos Sampayo, argentino como ele. Formaram uma amizade inquebrantável e assim nasceram as histórias de Alack Sinner, desenhadas por Muñoz, escritas por Sampayo. A escrita crua de Sampayo casa na perfeição com o traço e os contrastes de Muñoz. Os dois haviam de aprofundar a sua cumplicidade. Desenhou sem parar nos anos seguintes, "Le Bar à Joe", "Billie Holliday", "Carnet Argentin", livros ou recolhas que mostram um autor fascinado pelo desenho. E com tudo o que pode esconder-se nas suas sombras.

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JORNAL “I” DE 09/10/2009.

ESPECIALISTA DE BD

Cristovão Gomes

Edgar P Jacobs: Bel canto

TIVESSE a vida corrido bem a Edgar P. Jacobs (1904-87) e nunca teríamos e conhecido Blake e Mortimer. Afinal era a ópera que lhe interessava. Isso e uma promessa feita aos 19 anos: que nunca havia de trabalhar num escritório. Fez tudo para se aproximar do palco; pintou e construiu cenários, transportou material e mudou lâmpadas. Em 1929 a vida sorriu-lhe e ele recebeu uma medalha de excelência em canto clássico. Mas a Grande Depressão arruinou-lhe as esperanças operáticas. Virou-se então para outro talento, o desenho. A sua oportunidade veio com um revés: a ocupação da Bélgica pelas forças alemãs, Era preciso preencher o espaço que ficara livre com a proibição dos comics americanos. Fê-lo com "O Raio U", a sua primeira história. Participa, depois, na peça "Os Charutos do Faraó", de Hergé. Ficam amigos e começam a colaborar directamente nas histórias de Tintin. A personagem Bianca Castafiore, a cantora de ópera que ninguém suporta, é o registo da sua cumplicidade. Em 1946, na revista "Tintin" aparece "O Segredo do Espadão", primeira aventura de Blake e Mortimer. Transporta para as páginas que desenha o rigor cénico da ópera que adora. Por nove livros havia de espraiar-se, a série, sempre com o mesmo rigor formal, o mesmo cuidado na conjugação das cores e na capacidade de engendrar um enredo. Em 1970 publica o primeiro volume de "As 3 Fórmulas do Professor Sato". O segundo só veria a luz do dia depois da sua morte, concluído por Bob de Moor em 1990. Mas o libreto era seu.

Escreve à sexta-feira

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outubro 01, 2009

O PROGRAMA DO XX FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

Aí está a programação do 20º FIBDA 2009, cuja apresentação decorreu ontem na Biblioteca Municipal da Amadora. E acrescentamos o nosso recorte do jornal Público de hoje, onde Carlos Pessoa escreve sobre o Programa apresentado.

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ASTÉRIX, MÔNICA E MUITOS PORTUGUESES

Por Carlos Pessoa

Aos 20 anos, o festival quer equacionar o seu próprio papel na dinamização da BD em Portugal. Repete-se na programação internacional, mas reforça a aposta nos autores portugueses

Os 50 anos de Astérix e da carreira de Maurício de Sousa (turma da Mônica) marcam a programação do Festival Internacional de BD da Amadora (FIBDA), que este ano faz 20 anos.

O festival começa a 23 de Outubro no Fórum Luís de Camões (Brandoa) e outros equipamentos do concelho e termina a 8 de Novembro. Durante esse período, propõe-se fazer um balanço destas duas décadas de vida através de uma grande exposição que inventaria "consequências e heranças do FIBDA". O mote é dado pelo tema central - O Grande Vigésimo, infeliz adaptação de um lema adoptado há anos pelo Festival de Angoulême (França), apostando num trocadilho com o jornal belga Le Petit Vingtième, onde surgiu pela primeira vez Tintin, que se perde por completo na sua transposição para português. Dificuldades semânticas à parte, o que o festival fará é equacionar o seu próprio papel na dinamização da BD em Portugal através de quatro núcleos – Almanaque (os anos editoriais), Contemporaneidade Portuguesa (relação entre a BD e a arte portuguesa contemporânea), Colecção CNBDI (acervo de originais recolhidos) e 20 Anos de Concurso (os autores que iniciaram a sua carreira participando no festival).

A lógica vincadamente autocentrada do mais importante festival português de banda desenhada contrasta com a relativa fragilidade da restante programação deste ano. Ao insistir no argumentista argentino Hector Oesterheld (que já participou numa exposição no ano passado), no brasileiro Maurício de Sousa, presença recorrente no festival, ou numa mostra de coleccionismo relacionada com o mundo de Astérix, os organizadores emprestam poucos motivos de interesse à vertente internacional do festival, cujo modelo dá sinais de esgotamento.

Em contrapartida, a participação da banda desenhada portuguesa aparece este ano consideravelmente reforçada. Há exposições dos clássicos José Garcês (História do Jardim Zoológico de Lisboa, no Fórum Camões) e José Ruy (Riscos do Natural, na Escola Superior de Teatro e Cinema).

Das gerações mais novas, o festival inclui exposições sobre Rui Lacas e António Jorge Gonçalves (prémios nacionais de BD 2008) na Brandoa. No Centro Comercial Dolce Vita Tejo estará patente a colectiva Em Traços Miúdos, com obras de Ricardo Ferrand, Pedro Leitão e José Abrantes. Dois nomes de referência da BD portuguesa são homenageados: Vasco Granja, grande divulgador dos quadradinhos e do cinema de animação, que morreu este ano, é evocado na Galeria Municipal Artur Boal. Na Casa Roque Gameiro marca-se o centenário do nascimento de Adolfo Simões Müller, cujo papel na dinamização de publicações periódicas na primeira metade do século XX foi fundamental.

O italiano Giorgio Fratini e o francês Emmanuel Lepage completam a lista de autores estrangeiros com direito a exposição autónoma. Há ainda a referir duas mostras colectivas com autores polacos e canadianos. Os argentinos Óscar Zarate e Carlos Sampayo e o belga Johan De Moor são outros autores confirmados no festival deste ano.

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Os 50 anos de Asterix.

Os sublinhados são da responsabilidade do Kuentro.

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O PROGRAMA DO XX FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

A 20ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) abre as portas no dia 23 de Outubro. A Banda Desenhada transforma a Cidade da Amadora na capital portuguesa da BD e no ponto de encontro internacional da banda desenhada em Portugal.

Este ano, o núcleo central do Festival localiza-se, novamente, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa. Situa-se a cerca de 5 minutos (de viatura) do CC Colombo e servido por diversas carreiras da LT oriundas da Amadora, Colégio Militar e Benfica.

O tema central da edição 2009 do FIBDA é “O Grande Vigésimo”. No FIBDA deste ano, realce, para as seguintes mostras: 50 anos de carreira de Maurício de Sousa; 50 anos de Astérix (exposição de coleccionismo); Sonno Elefante – As Paredes têm Ouvidos, de Giorgio Fratini; colectivas de autores da Polónia e Canadá (Cameron Stewart e outros); retrospectiva de Héctor Oesterheld e uma mostra de Rui Lacas, autor do desenho original dos diversos materiais gráficos.

O FIBDA descentraliza, novamente, exposições por outros equipamentos: Galeria Municipal Artur Bual (homenagem a Vasco Granja), Casa Roque Gameiro, Recreios da Amadora e Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (Hector Oesterheld). Este ano, teremos, igualmente, exposições no Centro Comercial Dolce Vita Tejo/Kidzania, na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos.

O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora confirma-se, uma vez mais, como o mais consagrado do género em Portugal e um dos mais conceituados a nível internacional.

A presença de autores, exposições, concursos, área comercial, lançamento de novos álbuns, Prémios Nacionais de Banda Desenhada, sessões de autógrafos, debates... faz do FIBDA uma grande Festa da BD!

DATA

O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2009 decorre entre 23 de Outubro e 8 de Novembro.

INAUGURAÇÃO

dia 23 de Out

18.30 horas - Recepção na Galeria Municipal Artur Bual - Inauguração da exposição
21.30 horas - Inauguração do núcleo central do FIBDA - Fórum Luís de Camões

dia 24 de Out

16.30 horas - Casa Roque Gameiro - Inauguração da exposição
17.30 horas - Recreios da Amadora - Inauguração da exposição
19.00 horas - CNBDI
Inauguração da exposição

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

O horário de funcionamento do 20º Festival Internacional de Banda Desenhada, no núcleo central, será o seguinte:

de 24 de Out a 8 de Nov

- dom. a 5ª feira e feriado - das 10h às 20h
- 6ª feira e sáb. - das 10h às 23h


ACESSO AO FESTIVAL

Na edição de 2009 o acesso às exposições no núcleo central terá as seguintes modalidades:

Acesso gratuito:

Escolas da cidade da Amadora e organizações de carácter de solidariedade social.

Acesso mediante bilhete no valor de 5,00 euros por turma:

Acesso gratuito mediante confirmação ou inscrição na base de dados do Festival – com direito a cartão de livre acesso:

Profissionais da comunicação social, editores, autores e outros profissionais de BD devidamente creditados junto do comissariado.

Acesso mediante aquisição de bilhete no valor de 3,00 euros:

Público em geral e maiores de 12 anos.

Acesso gratuito

Público menor de 12 anos
[se acompanhado(s) por adulto]

Acesso mediante aquisição de bilhete com desconto no valor de 2,00 euros:

Estudantes + cartão-jovem + pensionistas + seniores (+65).

Acesso mediante aquisição de bilhete no valor de 2,00 euros e:
a) Apresentação de Bilhete de Identidade;
b) Apresentação de cartão ou credencial da entidade;

Munícipes da Amadora + Grupos de funcionários – mínimo de 3 – de outras empresas, lojas e instituições instaladas na Amadora.

Acesso mediante inscrição na base de dados do FIBD’A e aquisição de bilhete no valor de 10,00 euros:

“Amigos da BD” – Bilhete de Entrada Permanente.

Acesso gratuito mediante inscrição na base dados do Festival:

Visitantes mascarados da sua personagem favorita de BD, desde que se identifiquem à entrada por razões de segurança.

Relativamente às exposições patentes na Galeria Municipal Artur Bual, Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, Recreios da Amadora, Casa Roque Gameiro e Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos o acesso é gratuito.

ENTREGA DE PRÉMIOS

A cerimónia de entrega de prémios realiza-se no dia 31 de Outubro, pelas 18.30 horas, nos Recreios da Amadora. Na ocasião, serão entregues os prémios referentes aos Concursos de Ilustração, BD e Cartoon e Prémios Nacionais de Banda Desenhada que premeiam autores e editoras.

ANIMAÇÃO

À semelhança das edições anteriores, o FIBDA programou um conjunto de actividades: ateliers de cinema de animação e de cores, hora do conto e outras animações, diferenciadas consoante as idades.
No que se refere a espectáculos musicais, podemos informar que o recinto do Festival vai ser palco de um concerto dos F.E.V.E.R. (inauguração).
O Comissariado está, ainda, a preparar uma programação de filmes de animação, com a parceria da Casa da Animação, para exibição no auditório do Festival.

Como é habitual, a organização do FIBDA programou um conjunto de iniciativas direccionadas para os mais novos – FIBDA Júnior:

ateliers de música digital, de cores, de cinema de animação e de dança; pinturas faciais e a Hora do Conto.
Estas actividades realizam-se aos sábados e domingos de manhã, no Fórum Luís de Camões.

Também prevista, uma vez mais, a realização do Concurso de Cosplay, que, todos os anos, atrai um maior número de concorrentes e admiradores.

PROGRAMA DE EXPOSIÇÕES

O tema central da edição deste ano do Festival é “O Grande Vigésimo”.
Para a edição deste ano, o FIBDA apresenta as seguintes exposições:

FÓRUM LUÍS DE CAMÕES – Núcleo Central

-Exposição Central (Consequências e Heranças do FIBDA)

Exposição dividida em 4 núcleos:
-Almanaque
-Contemporaneidade Portuguesa
-Colecção CNBDI
-20 anos de Concursos

- 50 anos de Astérix

- Maurício de Sousa – 50 anos de carreira

- José Garcês – História do Jardim Zoológico de Lisboa

-Giorgio Fratini - Sonno Elefante – As paredes têm ouvidos

- Prémios Nacionais de BD 2008:

Rui Lacas – retrospectiva da obra
António Jorge Gonçalves – Rei
Madalena Matoso e Isabel Minhós Martins – ilustração infantil
Emmanuel Lepage – Muchacho

- F.E.V.E.R. – novela gráfica, adereços e fotografias

- Osvaldo Medina – Fórmula da Felicidade e Mucha

- Colectiva de autores da Polónia

- Colectiva de autores do Canadá – Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Pérez

- Mangá e Anime – Ncreatures – Yosh, Natália Batista, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso e Shoot to Kill

- 20º Concurso de BD

Além do Fórum Luís de Camões, as exposições do FIBDA são descentralizadas por outros espaços da Amadora:

GALERIA MUNICIPAL ARTUR BUAL
- Homenagem a Vasco Granja

CASA ROQUE GAMEIRO
- Centenário de Adolfo Simões Muller

RECREIOS DA AMADORA
- Cartoon

CNBDI
- Exposição retrospectiva/biográfica de Héctor Germán Oesterheld

Exposições paralelas

ESCOLA SUPERIOR DE TEATRO E CINEMA
- Riscos do Natural, de José Ruy

CENTRO COMERCIAL DOLCE VITA TEJO KIDZANIA
- Em Traços Miúdos, Ricardo Ferrand, Pedro Leitão e José Abrantes

HORÁRIOS DAS EXPOSIÇÕES:

Núcleo Central
Fórum Luís de Camões
R. Luís Vaz de Camões
Brandoa
2ª, 3ª, 4ª, 5ª feira, domingo e feriado – das 10h às 20h
6ª feira e sábado – das 10h às 23h

Casa Roque Gameiro
Largo 1º de Dezembro
Venteira
21 492 92 35 (telefone)
3ª feira a sábado – das 10h às 12.30h e das 14h às 17.30h
encerra à 2º feira, domingo e feriado

Galeria Municipal Artur Bual
Av. MFA – edifício dos Paços do Concelho
Mina
21 436 90 66 (telefone)
3ª a 6ª feira – das 10h às 12.30h e das 14h às 18h
sábado, domingo e feriado – das 15h às 18h

Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil 52 A
Falagueira
21 499 89 10 (telefone)
2ª a 6ª feiras – das 9.30h às 12.30h e das 14h às 18h
sábado e domingo – das 14h às 19h

Recreios da Amadora
Av. Santos Matos
Venteira
21 492 73 15 (telefone)
3ª feira a domingo – das 14h às 17.30h
encerra à 2ª feira

AUTORES ESTRANGEIROS PRESENTES NO FIBDA 2009

Cameron Stewart (Canadá)
Karl Kerschl (Canadá)
Ramón Pérez (Canadá)
Giorgio Fratini (Itália)
C.B. Cebulski (EUA)
Mauricio de Sousa (Brasil)
Javier Isusi (Espanha)
Yosh (Suécia)
Natália Batista (Suécia)
Johan de Moor (Bélgica)
Emmanuel Lepage (França)
Carlos Sampayo (Argentina)
Oscar Zarate (Argentina)
Agim Sulaj – cartoon (Albânia)

Outros convidados:

Fernando e Martin (netos de Oesterheld)
Melina Gatto (Fondazione Franco Fossati)
Adam Rádon e Ewa Stepien (Festival Internacional de BD de Lodz – Polónia)

Publicado por jmachado em 08:45 PM | Comentários (5) | TrackBack