fevereiro 24, 2006

O NOVO PROJECTO EDITORIAL DO DANIEL MAIA - ALL GIRLZine

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Publicado por jmachado em fevereiro 24, 2006 12:16 PM
Comentários

Boa sorte para o projecto. É uma boa ideia. Embora a BD seja universal, não se justificando uma separação de sexos, esta pode ser uma forma de estimular a produção de BD por parte das autoras.
Tudo o que seja divulgar a BD representa uma mais-valia.
Uma das coisas que me faz confusão é saber que há uma esmagadora percentagem masculina de compradores e leitores de BD. Não se percebe, apesar de ser um facto, ao que dizem os estudos e sondagens.

Afixado por: Luís Graça em fevereiro 24, 2006 05:52 PM

Sem duvida uma das melhores iniciativas de que ouvi falar nos ultimos tempos. Há que dar mérito a quem o tem, e o Daniel merece-o pelo empenho e dedicação que tem em relação a este "mundo da BD", e esta ideia só o vem provar. Desejo a melhor das sortes a ele e a todas as autoras que adiram ao projecto, e fico desde já a contar os dias até virem aqui a Beja apresentar-nos o vosso trabalho. :)

Afixado por: Véte em fevereiro 24, 2006 08:31 PM

Eu sei que isto não tem nada a ver com este post, mas recomendo a criação de um post sobre isto: http://www.ultra-secreto.com/revolucao/

Não podemos deixar que deixem de existir as revistas mensais dos nossos heróis preferidos em português de Portugal!!!

Afixado por: Pedro em fevereiro 25, 2006 05:04 PM

Esqueçam o que disse...

Afixado por: Pedro em março 4, 2006 12:19 PM

ai este paternalismo de merda deprime-me .
" procuro trabalhos de pessoas deficientes de toda a espécie ,porque há alguns que desenham tao bem como naö deficientes "

Afixado por: gambuzina em março 14, 2006 10:32 PM

Pois não havia necessidade. Onde uns vêem paternalismos outros descobrem oportunidades. Porque não? Se resultar resultou. Se não resultar é mais um projecto falhado. É simples e não vale o insulto.
Besides, Gambuzina, aqui que não nos ouvem, ainda não te tinhas dado conta? A sério? Repara: a mulher, tão competitiva, tão qualificada como o mais competitivo e qualificado dos homens, acaba sempre excluída da corrida. Porquê? Porque sucumbe ao peso excessivo de tentar conciliar as exigências de uma carreira com o papel de mãe, dos filhos e do marido, senhora dona de casa e excelsa fazedora de refogados, conselheira atenta e assistente social. Paridade? Recordo-te o julgamento das 2 mulheres o ano passado em Setúbal? Representatividade política? Ena, palavrão caro para tão pouca coisa, quase nada, quando temos partidos políticos transformados em cenáculos de virilidades várias que se sustentam e protegem?
Deficientes? Claro que sim, não te tinhas era dado conta. Está na psique do colectivo, enraizado em todas as culturas, independentemente dos percursos históricos e culturais. Persiste o estereótipo. Gaja que é gaja quer é arranjar marido e prosperar como apêndice. Pouco witty, nada cool? Paciência...
Passemos às quotas na BD. Toma!

Afixado por: Ana Branco em março 17, 2006 01:31 PM

Bem, acho que me compete uma palavra nisto, embora até ter visto o post da Ana – que agradeço – estar longe de interpretar o paternalismo apontado como tendo sido dirigido a mim. Ñ o vi nas outras intervenções aqui feitas, verdade seja dita, mas de certeza que ñ estava no meu texto… Até pq, tendo-me dado bem com a Teresa qnd nos conhecemos, nunca ia pensar que ela tivesse essa ideia de mim.

O meu intuito neste projecto, note-se, ñ é de dar uma palmadinha nas costas das autoras, nem dar ares de que lhes estou a dar a tão necessitada oportunidade que as mesmas, doutro modo, em situações normais, nunca conseguiriam por si mesmas. Nada disso. Isso é ridículo. Especialmente tendo nós tantos exemplos de excelência na área da ilustração, etc. Apenas, sendo que a comunidade feminina de autoras de BD é, com honrosas excepções, menos divulgada e menos associada ao métier pelos leitores, e tendo eu conhecimento de muitas e variadas autoras que, vá-se lá saber porquê, ñ estão a ser aproveitadas pelo meio (leia-se, convidadas para projectos, abordadas para edições ou exposições, etc.), lembrei-me de lançar um suporte com esta premissa: ser uma edição orientada para autoras. Deste modo gostava de poder editar, no mínimo, um mostruário do que as nossas actuais autoras estão a fazer e, com alguma sorte, talvez até facilitar a entrada de novos valores no mercado. Isto é tão-somente um fanzine, mas quiçá ñ poderá captar o interesse de editores fidedignos em algumas das autoras que ali se divulguem…?
E se não conseguir, se eventualmente falhar como a Ana bem frisou, então pelo menos terei promovido uma acção que terá dado alguma exposição às intervenientes, ou despertado o interesse em novatas que estejam a dar os primeiros passos para dinamizarem mais o meio. Isto pq acredito que devemos “guiar pelo exemplo”.
E se a iniciativa tiver de ser “vendida” com base na sua premissa, por mais contrabandista que isso soe, é um pormenor com o qual consigo viver se através disso conseguir ajudar a lançar novas autoras no sector. Ou até mostrar propostas valias de outras já experimentadas, mas sem percurso neste género.
Só estou a disponibilizar uma plataforma, nada mais. Qualquer mais-valia que as participantes tirarem disto será algo que deverão a si mesmas.

Ñ entendo o que há de paternalista em aplicar capital nosso e recursos em algo que, em suma, só será aproveitado profissionalmente por outros. Ou outras, neste caso.

Afixado por: Daniel Maia em março 17, 2006 04:53 PM

Em jeito de remate, e só pretendendo contribuir para o esclarecimento da perplexidade aqui deixada pelo Daniel: "(...)tendo eu conhecimento de muitas e variadas autoras que, vá-se lá saber porquê, ñ estão a ser aproveitadas pelo meio (leia-se, convidadas para projectos, abordadas para edições ou exposições, etc.(...)". Pois. Quando falei do muito que há a percorrer em termos de igualdade entre homens e mulheres atirei para a ribalta os partidos políticos como bastiões de virilidades avulsas e auto-condescendentes que se sustentam e protegem (eles lá saberão do quê...) mas a título de exemplo e consciente de que, enquanto orientação e método, se reproduzem noutras estruturas que extrapolam a representatividade política tout court. A comunidade de autoras, em Portugal que é o meu país, é pequena. Ponto. Mal divulgada e ainda menos associada seja qual for o métier a que nos reportemos. Fale-se de bd como de design, de cinema ou de teatro. Ah, pois...
É como o clube do Bolinha: menina não entra. Convites para projectos, abordagens para exposições? F*****, que as gajas ainda pensam que as estamos a convidar para ir para a cama...Não? E, quando de facto estamos, e calha a gaja nem estar para aí virada, prontosss, caldo entornado, a gaja nem faz nada de jeito, convidá-la para quê?...
De qualquer maneira, já botei discurso, sinto-me melhorzinha. Good night and good luck!!!
Bd de meninas? É uma iniciativa válida, e, sim, uma mais-valia. Chame-se o Marx! Divulgue-se a BD!

Afixado por: Ana Branco em março 17, 2006 06:42 PM

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Afixado por: Kevin em maio 14, 2006 11:12 PM

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Afixado por: Timothy em julho 3, 2006 02:11 PM

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Afixado por: Ronald em julho 9, 2006 01:22 PM