O jornal Público e as Edições Asa vão lançar com o jornal, às quartas-feiras, a partir de dia 16 de Janeiro, uma nova colecção de 10 livros de Banda Desenhada.
O Público confirma assim a sua disposição de divulgar a BD, depois das colecções de Corto Maltese, Lucky Luke, Tintin, Spirou, etc… chega a vez de uma Colecção de Grandes Autores de BD.
Lugar para Rosinski e Van Hamme, Zep, Canales e Guarnido, Goscinny e Tabary, Bilal, Marini e Desberg, Gibrat, Zenter e Pellejero, Miguelanxo Prado, Jodorowsky e Bess.
Cada livro terá 2 histórias e custará € 6,90 + o preço do jornal.
Isto confirma ipso facto o que aqui disse Carlos Pessoa, no post de 28 de Dezembro. Mas nós já o sabíamos, claro…

É uma porcaria! Poucos desses autores merecem uma atenção mediática, são mais que manjados - por muito que eu goste deles! - e nem um só é português! É uma pessegada que serve só para ajudar a coitadinha da aSA, em total detrimento de qualquer apoio a artistas e obras lusitanas! Por mim, merece que vertam em cima desses finos estrategas um caixote de hortaliças podres!
Afixado por: Abrantes em janeiro 9, 2008 01:53 PMA mim não me parece uma ideia má, mas sem dúvida que também não é nem original nem grande.
Afixado por: Manuel Caldas em janeiro 9, 2008 02:05 PMÉ curioso que a BD teve a sua aparição através dos jornais. Depois tornou-se «independente» destes, publicando-se em livros com a história completa. Naturalmente que ainda hoje alguns jornais publicam bandas desenhadas, mas curtas e só completas. Este processo de juntar ao jornal o produto «independente» na sua forma de livro, é como um regresso às origens. Pelo menos temos Banda desenhada nos quiosques e nas bancas a preços menos altos, e se para algum público não interessa, poderá ser novidade para outro.
Será que está próxima a publicação nos jornais do velho suplemento semanal ou bi-semanal, com histórias em continuação?
José Ruy
É sempre positivo que os jornais dêem alguma atenção à BD. Sempre haverá um novo público entre o público do Público que lerá um ou dois destes álbuns e passe a curiosos ou a apreciador ou mesmo a aficcionado.
Nós, autores e editores, só teremos a ganhar com
estas eniciativas.
Os preços geralmente praticados são também excelentes.
Afixado por: Álvaro em janeiro 9, 2008 05:13 PMDeveriam publicar Alix de Martin, já que a Asa tem os direitos. Seria ver as pessoas a correr aos quiosques e os livros a esgotar - especialmente se fossem as reedições dos livros das Edições 70.
Afixado por: Leonel Gois em janeiro 9, 2008 05:22 PMSiiiiiiiiiim, o Alix é que é bom, qualquer editor que o deitasse ficaria de imediato milionário! Cambada de cepos, cá no nosso burgo!
Afixado por: jacqueline em janeiro 9, 2008 06:10 PMVão sair com o Jornal Público, livros iguais aos que a ASA tem nas prateleiras das livrarias, mas condensados e brochados? Para quê? Para quem? Se não publicam histórias inéditas em Portugal nem livros esgotados, para que servem estes volumes duplos?
A publicação de Spirou foi muito boa, embora ficassem de fora "Qrn sobre Bretzelburgo" ou "4 histórias de Spirou e Fantasio" de Franquin - imperdoável. Alix é muito bom, ainda bem que tenho a velha colecção, de péssima qualidade dos anos 80.
Qualquer BD é bem-vinda, mesmo quando julgo virem publicar títulos já editados em Portugal. O Thorgal que apresentam ainda se encontra à venda; é uma série com cerca de trinta álbuns já editados, e em Português nem 10. Sou da opinião que deveriam apenas publicar inéditos, ou títulos já há muito esgotados. A ASA tem feito um esforço louvável em editar BD no nosso burgo, pese o facto de o fazer com pouco sentido: séries que são interrompidas (sendo este caso o mais flagrante e muito à imagem da já extinta Meribérica, onde eram necessárias décadas para tentar ver o fim, sem sucesso, ao que quer que fosse). A ASA desculpa-se com a falta de BD em formato digital, uma vez que os fotolitos já não são trabalhados pelas gráficas. Sendo assim, não percebo porque é que insistem em começar séries das quais sabem não existirem mais álbuns em formato digital. Fica a boa vontade para um género que não traz lucro suficiente à Editora.
O Alix reeditado seria uma pedra no charco para muitos alfarrabistas, onde os primeiros números podem chegar aos 25/30 Euros. Seria muito bem-vindo para os amantes da arte, eu incluído (embora tenha todos os 19 números das Edições 70), se impressos com a qualidade que merecem. Jacques Martin é incontornável e é cultura. Novamente a ASA começou com um inédito e depois com outros dois completamente aleatórios em relação à numeração (para os Editores, que se calhar não sabem, a numeração nesta série é extremamente importante!).
Fica aqui a sugestão de pegarem, quando tiverem oportunidade, na série do Tenente Blueberry (com álbuns raros); na série já há muito editada pela D. Quixote, com autores Portugueses, sobre História; Ou uma edição dos 10 álbuns mais raros no nosso mercado (só para aborrecer o pessoal do "negócio paralelo" - lol!). Perderam aqui uma excelente oportunidade com a série Spirou, onde faltaram os dois títulos mais raros: "QRN sobre Bretzelburgo" e "4 Aventuras de Spirou e Fantásio", apenas editadas pela Arcádia. Outra sugestão séria: a edição dos títulos em álbum e em falta para fecharem colecções em Português (ex: Ramiro em Tempestade sobre a Galiza; Bernard Prince; Ric Hochet; Comanche).
Quanto ao cenário actual de autores Portugueses: está feio. Os poucos que existem, com verdadeira qualidade, estão infelizmente votados ao ostracismo, o que é lamentável. Nomes como Garcês, Ruy e pessoal dessa geração ainda fazem muita falta caríssimos Editores. Outros menos maduros (mas com arcaboiço valente), como o Lacas ou o Louro têm-se safado, mas imaginação para coisas novas é coisa que não tem abundado, pelo menos que se veja. Louro: boa malha essa de trazeres o Markl; o Corvo passou de figura patética e caso sério de internamento no Júlio para figura cómica, tipo palhacete boa onda. Lacas: Parabéns pelo prémio. Eu pessoalmente estou um bocadinho farto dessas histórias fáceis da menina coitadinha que tinha sonhos e foi abusada...e 10 centavos por dia dá 36,5 escudos por ano, isso ao fim de 40 anos dá 1460 paus...baratinho o tipo, ou não?! Mas como os “Marcelinhos” só circularam entre 1969 e 1979, 40 anos não dá! A não ser que existisse algum de 1969 ou especialmente de 1970 naquele saco e o hit-man ser um numismata sem escrúpulos!
Saudações bedéfilas.
Não me tendo esticado no texto anterior, e se alguém teve pachorra para o ler, aqui vai mais um bocadinho:
Na quase vã esperança que alguém com voto na matéria de publicar novos títulos leia estas linhas, por favor edite o que falta da Casta dos Metabarões; edite a fantástica série, toda já digitalizada, TecnoPapas; onde está a continuação da excelente série Murena? O Quarto Poder? Megalex? O Mundo de Arkadi? Juan Solo? O Lama Branco? etc,etc,etc... Existem tantos álbuns inéditos em Português do Hugo Pratt (dinheiro em caixa, caros Senhores e especialmente, Senhora!), como "Jesuit Joe", "Cato Zulu", "Koinsky"; "A Oeste do Éden"; "A Macumba do Gringo"; "Capitão Carmorant" (esta aventura não está completa no álbum da L&PM Brasileira); "Ernie Pike"; "Mú" (obrigado Publico) numa edição cartonada e decente; e outras, muitas outras.
Ficam as sugestões.
SE a colecção for efectivamente em formato fb e composta por títulos que a ASA já fez passar a refugo – o que parece ser o caso, a julgar pelos autores – contra uma comparação do tipo de papel, tamanho etc seria levado a dizer que a ASA se limitaria a fornecer o “miolo” dos livros que publicou mas não vendeu (fazendo-se assim uma última razia a estes, após ampla circulação em saldos), que o Público reuniria depois e encadernaria à sua maneira.
É um grande SE, e por ora apenas especulação – perdoem-me a má vontade, caso esteja errado (vamos a ver…) – mas SE se verificar, então embora fosse uma boa manobra promocional em nome da BD, seria tb uma “venda de banha da cobra” e jogada algo dissaborosa. No mínimo, viria dar alguma razão aos rumores de que a editora se prepara para suspender a actividade em edição especializada de BD…
Não obstante, ponho tb em causa a mensagem que se passa com as constantes vendas a preço de uva mijona de títulos que ainda há um par de anos custavam o triplo. Ñ me parece ser a melhor forma de se cativar/manter leitores ou de “criar mercado”; dá sensação de que qnt maior o foco mais fundo se cava.
Em todo o caso, irei certamente comprar alguns destes títulos. Para alguns, a espera compensa… ;)
DM
Olá, Daniel Maia. Duvido que tenhas razão no que toca à recuperação do miolo dos livros de sobras, visto que as tiragens do Público são mais que certamente superiores às das quantidades das ditas sobras, por muito grandes que estas possam ser. Um abraço.
Afixado por: Abrantes em janeiro 9, 2008 11:12 PMAqui fica a lista de obras a publicar e respectivas datas:
#1/16-01-2008/Rosinski e Van Hamme/"Thorgal – O Filho das Estrelas"; "Thorgal – Alinoë"/96 páginas
#2/23-01-2008/Zep/"Titeuf – As Miúdas Ficam Banzadas"; "Titeuf – N’é Nada Justo"/96 páginas
#3/30-01-2008/Guarnido e Canales/"Blacksad – Algures entre as Sombras"; "Blacksad – Artic Nation"/104 páginas
#4/06-02-2008/Tabary e Goscinny/"Iznougoud vê estrelas"; "Iznougoud e o computador mágico"/96 páginas
#5/13-02-2008/Bilal/"A Feira dos Imortais"; "O Sono do Monstro"/120 páginas
#6/20-02-2008/Marini e Desberg/"A Estrela do Deserto" (2 capítulos)/120 páginas
#7/27-02-2008/Gibrat/"Destino Adiado" (2 capítulos)/112 páginas
#8/05-03-2008/Pellejero e Zenter/"Âromm – Destino Nómada"; "Âromm – Coração da Estepe"/96 páginas
#9/12-03-2008/Prado/"A Vida é um delírio"/96 páginas
#10/19-03-2008/Bess e Jodorosky/"O Lama Branco – O Primeiro Passo"; "O Lama Branco – A Segunda Visão"
A edição do Bilal - "A Feira dos Imortais"+"O Sono dos Monstros" não parece ter pés nem cabeça, mas enfim...
É uma maneira de a Asa vender aos leitores do jornal, o que não vendeu aos habituais leitores de BD. Pode tornar-se um "tiro no pé", se os leitores não comprarem os livros. Servirá para justificar que em Portugal a BD não vende. Decerto que os amantes de BD já têm todos estes livros e não vão gastar um cêntimo. Eu não vou.
Todavia o Jornal Público está de parabéns, visto que no panorama nacional é das poucas instituições que pensa em BD e com publicações relativamente bem conseguidas, o que não é certamente o caso.
Obrigado Nikopol. Era o que eu suspeitava, só coisas já editadas! Ainda por cima, na minha opinião, nada que traga novo público para a BD, porque para agarrar a malta são necessários títulos com garra. Aqui, com garra, teríamos os do Bilal e os do Bess e Jodorowsky; mas do primeiro temos dois títulos que só servirão para gerar confusão nos iniciados (os mais experimentados só os comprarão por febre do coleccionismo, imagino. Eu não os vou comprar.); dos segundos, dois álbuns de um total de seis! Servirá para quê?! Para irritar o pessoal que não gosta de ver o "continua", especialmente quando não continua nada, por desrespeito por parte dos editores para com os compradores seus clientes? Enfim...são mais que muitos os títulos que sofrem deste mal. Depois admiram-se que o pessoal vai aprender a ler Francês para os mandar à fava, e, claro, deixar de comprar o que cá chega tipo 15 anos depois! O Lama Branco é um álbum de 1988!!! Já o tenho há 20 anos. O único em que eu apostaria como álbum para animar a malta é o do Miguelanxo Prado, é mordaz e actual, e poderá deixar o pessoal com água na boca para ler outros, e aqui estão todos editados em Português. Mas o pessoal é pobre no género, e devemos sempre aplaudir qualquer iniciativa bedéfila, mesmo que por muito fraquinha que ela seja. De todas as iniciativas que o público teve, esta, sem dúvida, é fraquinha. As do Corto trouxeram o Mú, porque o resto já estava mais que editado; as do Tintin sempre serviram para trazer BD barata e de qualidade a quem não a compra por hábito, e isto é muito bom. As do Spirou mereceram, da minha parte, uma ovação de pé; foi uma festa. Esta que irá começar agora é suspeita de vir a ser um flop, que sirva para atrair mais gente ao género. Esperemos! Mas venham mais iniciativas, por favor.
Creio que os responsáveis pela edição de BD estão fechadinhos no Mundo deles e pouco atentos ao que os coleccionadores gostam e compram. Sigam o exemplo da VitaminaBD que lá vai editando coisas boas e com continuação, se bem que demorem uma eternidade entre dois álbuns da mesma colecção. Aqui a culpa é do mercado que não consegue absorver mais do que um número muito reduzido de novos lançamentos por ano. Precisamos de mais bedéfilos…convertam o pessoal.
Uma edição feita por quem tem interesses similares aos dos fabricantes de enchidos e chouriços.
Afixado por: Anónimo em janeiro 10, 2008 09:57 PMLivros para se venderem en saldo dentro de algum tempo.
Afixado por: Ferreira Galloso em janeiro 10, 2008 09:59 PMO Autosport é o único jornal que publica BD inédita em Portugal. Mesmo que seja "Miguel do Volante" com caras quadradas e iguais.
A lista é absurda. É como dizem alguns comentários: para vender o que não conseguiram vender. Se bem que alguns dos títulos já são difíceis de arranjar nas lojas. Quando adquirem os direitos dessas BD tem que cumprir um objectivo de vendas, quando não o conseguem dão-se coisas destas: aberrações. Querem chegar a um público menos tradicional. Creio que o conseguem fazer pontualmente, e é só! Depois têm ideias infelizes em publicar títulos de continuação que nunca a terão. Com isso só conseguem afastar ainda mais o público, tornando-o céptico quando se derem novas iniciativas do género, ou quando surgem novos álbuns com o já mencionado “continua”. Mentecaptos acéfalos que não percebem nada do que fazem...e consideram-se profissionais do género...uns infelizes! Ao menos defendam-se, expliquem-se porque agem assim. Interajam com os vossos clientes. Criem Blogs ou páginas com pés e cabeças, fáceis de navegar, com newsletters actualizadas. Copiem o que de bom existe. Vejam as páginas da Dargaud; Casterman, etc. Com o Pais do Amaral agora à frente, também, da ASA, tudo vai piar mais fininho. O mais certo é abandonarem este género, devido aos fracos resultados. Quem tudo quer tudo acaba por perder....e quem se lixa é o mexilhão ávido por uma BDzinha à maneira de vez em quando. Nem sabem copiar exemplos com algum sucesso, como o da VitaminaBD (também já referido nos comentários) que continua de forma sustentável a editar BD. Mas, claro, com apenas cinco ou seis álbuns anuais (nos anos mais fartos)! Lamento a Witloof. Não existe um mercado com expressão de mercado para a BD em Portugal. Importar do Brasil é insustentável, e mesmo com um acordo (miserável) ortográfico, a língua não é igual, mesmo quando escrita: o gerúndio por todo o lado, o pronome clítico antes da forma verbal a torto e a direito, i.e., o "se" antes das palavras; até os Palestinianos são Palestinos e os Israelitas são Israelenses. É pena, pois editam centenas de coisas por ano, num outro formato é certo; mas editam. Mas por cá o que dá são Tintins, Lucky Luke e Astérix (dos quais gosto bastante, e com os quais comecei a iniciar-me na BD), quem os tem na carteira não precisa de mais nada! Pobrezinhos de espírito. "Quando não há mercado, cria-se um. Cria-se a necessidade nas pessoas para adquirirem um produto que não consomem...". Mas não...tanto dinheiro gasto e nada… ou mais do mesmo. Vejam lá se um autodidacta como o grande Manuel Caldas não conseguiu elaborar, por amor, imaginem (!), a mais completa e bem conseguida colecção a PB do Príncipe Valente do Mundo. Até os Espanhóis, que têm um Mercado (atenção à maiúscula) de BD o vieram desafiar...e com sucesso, felizmente. Incompetência é o mal Nacional; incapacidade para fazer mais e melhor ao contrário de "mais do mesmo, porque vai dando para o gasto”. E então nada sai da cepa torta, que há-de continuar torta e nunca se endireitará, com muita pena minha. Boa vontade…pois sim (!) … está o Inferno cheio. Resultados, trabalho, estudos de mercado, criação de nichos especiais, interacção com os consumidores deste produto especial. Atenção: consumidores e não os críticos do costume (com o devido e sincero respeito por este últimos).
Afixado por: VCC em janeiro 10, 2008 10:35 PMTenho saudades da revista do Tintin e dos seus colossais volumes semestrais. Das Selecções da BD. Do Mosquito, última e efémera série, pois não sou do tempo das outras anteriores, embora ainda hoje as devore. Mundo de Aventuras, que festa! Até da Falcão, que tenho centenas e centenas. Saudades dos anos 60, 70 e mesmo 80, que fartura! Fazem falta, muita falta. Era bom vermos isto de novo, não era caro Sr. José Ruy? Aonde é que anda essa malta que comprava disso à patada?!
Afixado por: Pedro em janeiro 10, 2008 10:47 PMSeria muito bom que a Asa deixasse a Banda Desenhada porque está a asfixiá-la. Detém os direitos de quase tudo mas não publica nada com princípio, meio e fim. Isto é, nada faz nem deixa que outros o façam.
Afixado por: outro anonimo em janeiro 10, 2008 11:36 PME alguma editora nacional ou estrangeira activa ou inativa publicita realmente alguma coisa,as iniciativas com jornais não contam.
Não me parece. Eles so compram os direitos e limitam-se a enviar essas bds para as livrarias ou bancas,muitas vezes sem que os leitores saibam de nada como no caso da Elektra da BDmania,de preferencia no formato mais luxuoso possivel apenas para ganharem mais uns $$$$.
1a-regra de qualquer negocio bem sucedido para ganhar $$$$,é preciso gastar $$$$$.
So para concluir nenhuma editora trabalha em prol do mercado e da criação dos novos leitores.
LOLO,lolo,ate parece que nas 2as colecoes do Cm/Devir e Panini e do JN/Devir e Panini não apareceram arcos ou ediçoes repetidas entre elas,como o Aranha nas 2 torres,A Morte do Colossus,o 1 Arco do Aranha do Starz,o 1 arco de Ultimate X-Men,a mini Banner,diversos arcos de Ultimate Homem-aranha etc,etc
Nessa altura pouca gente reclamou,alias so reclamou quem ja tinha esse material como eu por exemplo,mas como é a Asa toca a atirar pedras,pode ate ser que com a devida (re)APRESENTAÇÃO essas series venham a ser retomadas mais tarde e que tenham mais publico,eu vou comprar algumas
Que porcaria mesmo! Pensava que iam editar banda desenhada mais engraçada que o thorgal! é uma seca
Afixado por: RUI em janeiro 11, 2008 01:49 PMPor acaso o Thorgal até é do melhor!
Afixado por: Anónimo em janeiro 11, 2008 02:32 PMHouve um comentário muito feliz, julgo que do Pedro, que referiu os valores elevados que os livros esgotados custam nos alfarrabistas. Evidentemente que se para ler BD de qualidade é preciso gastar 200 ou 300 euros por mês em livrarias-alfarrabistas, o orçamento familiar não suporta a compra de livros novos. É um ciclo. As editoras fecham e a especulação continua. A solução passa por editar os livros que actualmente "alimentam" os alfarrabistas.
Uma palavra de apreço à "Bonecos Rebeldes" que lá vai remando contra a maré.
O que diz o primeiro parágrafo é verdade, mas o 2º não: a Bonecos Rebeldes não rema contra a maré mas antes se aproveita dela, com alguma elegancia num caso ou noutro e desajeitadamente noutros.
Afixado por: Miguel em janeiro 12, 2008 05:41 PMEm relação ao comentário sobre publicidade das Editoras estrangeiras: Têm um grande orçamento para publicitar os seus lançamentos e colecções prime; Também gozam da ajuda de muita Impressa especializada, coisa que por cá praticamente fica ao cargo de blogs ou pequenos sites de grande coração e muito esporádicas passagens de rodapé em algum jornal – excepção feita ao Publico que ainda vai dizendo umas coisitas; fazem-se representar em força nos certames do género, e não apenas com uma banca de venda com pessoas que não percebem coisa alguma do produto que estão a vender - salva-se a VitaminaBD, no caso nacional. Ao nível das Editoras Portuguesas, não existe qualquer informação de futuras publicações. Os sites são uma miragem: O da VitaminaBD (que aqui não se safa!), na página da BdMania, não é actualizado desde que saíu o Lovecraft (?!); o da ASA é um atentado a qualquer Web-Designer, de tão mal elaborado que é e de tão difícil procura que nem vale a pena aborrecer-nos, para além de não saberem o que é uma "newsletter". Outra falta grave da ASA (coitadinha, que leva porrada como tudo nestes comentários, e que ainda vai sendo a única que nos vai “dando” alguma coisa, bem ou mal!) é a venda online e como (não) funciona: contra reembolso?! Envio de cheque?! P'la amor de Deus!!! Já viram a maçada que isso é? E os custos? Então não têm venda directa por cartão MB ou crédito, ou mesmo PayPal? Não...”dá para o gasto”, como dizia outro comentário atrás.
Quanto às edições do CM: na primeira série deviam ter tido mais atenção à qualidade – já bastavam as ridículas edições da Controlo Jornal; a segunda série esteve bastante melhor (eu gostaria de as ter lido impressas num papel de melhor qualidade, pois este amarelece com o tempo – guardá-los em sacos de Politileno, um concelho). Foram uma excelente iniciativa e deram a conhecer muita BD em correntes e géneros diferentes ao grande público, sempre com a preocupação de lhes explicar o que estavam a ler com as introduções muito bem elaboradas. Seria difícil editar apenas inéditos (especialmente no que toca aos Marvel e DC), mas no entanto até chegaram mais longe ao publicarem autores inéditos, como o excelente Jiro Tanigushi.
Comprar edições da Panini e/ou da Devir...eis a questão. Colecciono, também, Comics há já muitos e muitos anos. Comecei com os da Bloch e Ebal e continuei com os da Abril, já nos anos 80. Hoje ser-me-ia praticamente impossível ter uma cultura Marvel se não fosse por os Gibis Brasileiros, os quais condensavam no seu formatinho uma plêiade de histórias num só número. Para comprar hoje essas primeiras histórias em originais USA teria que ser Bilionário, ou então resignar-me aos paperbacks (uns de excelente qualidade - Marvel Masterworks; outros muitos maus), mesmo assim teria que gastar rios de dinheiro para compreender a evolução Marvel desde os finais dos anos 50 até hoje e conhecer o trabalho de grandes Mestres como Stan Lee, Steve Ditko, Roy Thomas, Gil Kane; Wally Wood; Joe Orlando; Bill Everett; Jack Kirby; Barry Smith; Sílvio (Sal) Buscema; Bob Kanigher; Joe Kubert; J. Romita Sr. ; estaria aqui horas a escrever nomes dessa época até aos dias de hoje. Eu, pessoalmente, desde os finais dos anos 80 que só compro os originais USA, mas para quem não lê em Inglês ou mesmo para quem não tem dinheiro ou pachorra para comprar Mês após Mês o “to be continued” e todos os cross-overs, a solução Panini, e ainda melhor, Devir, seria a escolha acertada. Hoje a Devir definha; já não edita conforme editava, com periodicidade e fantástica qualidade, vai tendo mais concorrência com a entrada da Panini e também com a ainda tímida mas arguta BdMania.
Está decidido! Vou mandar os putos para o Liceu Francês, porque Inglês já dominam. Os editores de BD em Portugal que se danem!
Afixado por: VCC em janeiro 12, 2008 10:36 PMFazes bem :) quanto ao resto,ja pensaram em entrar em contacto com as editoras,para alteram os sites.
Acho engraçado tanta irritação pelos fas de Fb,serie de esperar que vissem com bom olhos esta divulgação,mas parece que dão prioridade ao formato luxuosa,que ao conteudo da bd ,e preferem ter as series inacabadas como XIII,Jeremiah,Largo Winch etc,etc
"a segunda série esteve bastante melhor (eu gostaria de as ter lido impressas num papel de melhor qualidade, pois este amarelece com o tempo – guardá-los em sacos de Politileno, um concelho). Foram uma excelente iniciativa e deram a conhecer muita BD em correntes e géneros diferentes ao grande público, sempre com a preocupação de lhes explicar o que estavam a ler com as introduções muito bem elaboradas. Seria difícil editar apenas inéditos (especialmente no que toca aos Marvel e DC), mas no entanto até chegaram mais longe ao publicarem autores inéditos, como o excelente Jiro Tanigushi."
E foi o Papel que as "tramou",mais o pessimo dia da distribuição aos Domingos,isso la passa pela cabeça de alguem,mais a publicidade enganosa,e a como consequencia DEVIR,não pode levar para a frente a sua "Evolução".
Afixado por: Optimus Prime em janeiro 13, 2008 12:57 AMCaro Optimus Prime,
Já abordei a responsável pela edição de BD da ASA, tendo colocado várias questões. Fui correspondido prontamente e de maneira extremamente cordial, tendo sido elucidado do porquê de muitas séries ainda não estarem a ter continuação (não existirem em formato digital), também apontaram as minhas sugestões para melhorarem o site e outras coisas mais. Confesso que, embora tenha sido correspondido, ficaram algumas dúvidas quanto à estratégia editorial (o que, vendo bem as coisas, não tenho nada a ver com isso!) e também quanto aos planos futuros para novas edições. Editam cerca de 50 a 70 títulos por ano, incluem-se os Astérix e Lucky Luke, o que é mais do qualquer antecessor no género.
Pessoalmente posso dizer-lhe que não sou apenas um fan do Franco-Belga, pese o facto de possuir uma colecção que já ultrapassa os 2500 álbuns em Português, muitos outros em Francês e alguns em Inglês, centenas de números de revistas como as Selecções da BD (1´ª e 2ª série), A Suivre, Vecu, L’echo des Savannes, Metal Hurlant; Corto Maltese, Boomerang, Totem, Cimoc, Comix, Zona 84, Kiss, Playboy, Spirou, Tintin, Pilote, Flecha 2000, Mundo de 24Aventuras, Mundo de Aventuras, O Grilo, Cavaleiro Andante, Guerra, FBI, Falcão, Tigre, Mosquito, etc. Tenho BD em Grego, em Farsi, em Árabe, em Japonês, Chinês, Coreano e até em Português, passando pelo Espanhol, Alemão, Holandês, Islandês. Pode ver a carolice, pois não percebo patavina da grande maioria dessas línguas! Tenho, no entanto, mais do triplo em USA Comics (sejam Marvel, DC, e outras independentes), largas centenas em Gibis, centenas de paperbacks, Heavy Metal, MAD Magazines e dezenas de outras mais, para além de muita literatura sobre o género, comic strips a gastar, original art, e sei lá eu o que mais.
Depois de me ter exibido desta maneira provinciana e ostensiva e, não tendo resistido, por tal peço-lhe desculpas. Ficar-lhe-á com toda a certeza patente que não tenho qualquer dessas séries que referiu no estado de “incompletas”. No entanto muitos dos Bedéfilos Franco/Belgas não podem, por imperativos monetários ou de Língua, adquirir todos os álbuns que surgem – eu incluo-me nos “monetários”. Por tal é justo que reclamem que num mercado tão parco em BD-F/B optem as editoras por lançar mais do mesmo, mesmo que a ideia seja chegar a mais pessoas por um preço mais acessível, pois podem-no fazer com novos títulos.
Eu prefiro um formato mais luxuoso, porque prezo a preservação da minha colecção. Naquela BD que não teve direito a esse formato mais luxuoso, em especial no papel, acabo hoje por gastar muito mais dinheiro em material especial para salvaguardar a boa conservação dessas colecções. Pergunto-lhe, para concluir, sendo o meu caro Optimus Prime um fan dos Comics se tem a sua colecção dos Fantásticos X-Men terminada, isto é, completa até à data, ou a do Homem Aranha? Se conta com a Panini para ver continuidade e coerência nas histórias de que tanto gostamos (eu também gosto!)? Se as lê e deita fora? E se as guarda, como é que as guarda?
Abraço sincero, Pedro.
"Editam cerca de 50 a 70 títulos por ano, incluem-se os Astérix e Lucky Luke, o que é mais do qualquer antecessor no género."
Louvo a iniciativa de contactar a Drª Maria José e, admito, fico algo surpreso pela prontidão da resposta. Eu pelo menos, raras vezes recebi a mesma disponibilidade, embora tal se possa dever a maus timings… (os editores tb trabalham, afinal). Todavia, sendo optimista, gostaria também de pensar que, em parte, tal disponibilidade se possa dever à reacção negativa que se tem gerado à volta desta última iniciativa; o que, se for o caso, já por si é uma boa noticia, pois talvez indique que os editores se importam sim com as opiniões/desagrados do seu público.
Porém, faço uma correcção: a Asa efectivamente regressou ao mercado (2002) com fôlego e output na ordem dos 70/50 edições anuais. Infelizmente, essa média tem vindo a decrescer, e à ordem da dezena de títulos – em 2006 contei 40 e em 2007 somente cerca de 30 (incluindo várias reedições, de Astérix e Lucky Luke). Não obstante, mantém-se a editora nacional mais produtiva, apenas ultrapassada (em nºs) pela Edimpresa.
DM
Só me dirigi por duas vezes à ASA, Exma. Maria José Pereira, a primeira foi no início de 2006 e a segunda em 2007. Ultimamente só através destes comentários é que me dirigi, embora sem esperar resposta e um bocado bruscamente, confesso. Mas a paciência para ver resultados começa a esgotar-se. Também, como corrigiu e com toda a razão, o número de títulos tem vindo a cair substancialmente de ano para ano. Temos sido “presenteados” com edições de gosto bedéfilo bastante duvidoso e em formato também este pouco usual. Os Editores importam-se, pelo menos afirmam que a nossa opinião é muito importante. Gostaria era de ver uma entrevista séria, de 2 páginas pelo menos, com os responsáveis pela edição de BD em Portugal, no Publico por exemplo (e que o caríssimo J. M. Dias a também publicasse aqui, no seu excelente Kuentro): ASA, VitaminaBD, BdMania, Devir, Booktree, Gradiva, Bizâncio, Bonecos Rebeldes, e outras, indagadas seriamente. Fica a sugestão, mais uma.
Afixado por: Pedro em janeiro 14, 2008 05:31 PMSe estamos com sugestões, aqui vai uma para a Booktree: EDITEM O QUE FALTA DA EXCELENTE SÉRIE PETER PAN... por favor, claro!!!
Afixado por: VCC em janeiro 14, 2008 05:35 PMDe facto, duas editoras e quase 20 anos depois e a série Peter Pan ainda não está editada.
Eu sugiro que a Booktree ceda os direitos da série às Edições Asa. Em menos de 20 dias teremos os dois livrinhos que faltam editados.
"apenas ultrapassada (em nºs) pela Edimpresa."
"apenas ultrapassada NO PASSADO(em nºs) pela Edimpresa."
Afixado por: Optimus Prime em janeiro 15, 2008 04:50 AMNão importa para a discussão, mas:
"apenas ultrapassada NO PASSADO(em nºs) pela Edimpresa."
Essa correcção era escusada. A Edimpresa continua, ainda este ano, em igualdade com a Asa, até ultrapassando esta se lhe excluirmos as suas reedições. Todavia, isto dá-se apenas em nºs, já que a 1a publica revistas e a outra álbuns...
DM
Afixado por: Daniel Maia em janeiro 15, 2008 07:56 PMAmigos e apreciadores de BD,
num primeiro balanço, é seguro afirmar-se que as vendas desta BD com o jornal, têm sido quase nulas. No entanto, as vendas dos respectivos livros das Ed.Asa têm aumentado, nomeadamente os de Zep e os de Goscinny/Tabary.
"Pergunto-lhe, para concluir, sendo o meu caro Optimus Prime um fan dos Comics se tem a sua colecção dos Fantásticos X-Men terminada, isto é, completa até à data, ou a do Homem Aranha? Se conta com a Panini para ver continuidade e coerência nas histórias de que tanto gostamos (eu também gosto!)? Se as lê e deita fora? E se as guarda, como é que as guarda?"
Mas não da para comparar bds que não acabam nunca,como X-men ou Homem Aranha,ou outra qualquer com as bds fb que normalmente tem um não fim,mas tenho diversas colecoes de diversas editoras desses herois completas ou seja tudo o que foi editado mensalmente quer seja Devir,ou Abrils,e mesmo da Panini.Ja para não falar que tenho a vantagem de ter diversas minis E one-shots completas da DC e Marvel e DC e DW E IDW.
Eu acho que a Panini comecou muito mal,em Portugal,quer a nivel de edição nacional quer a nivel de importação,vamos ver se eles corrijem isso,este ano.
E não vejo a Bdmania como o "MESSIAS" salvador da bd nacional,é por isso que de nacional so compro minis fechadas e apenas as que eu gosto. :)
Depois do fiasco DEveriano dos New X-Men do Morrison,ficarem a 1 volume do fim por estupidez editorial(eu tenho em ingles),eu não me volto a "queimar",não me importa o nome da editora.
Eu actualmente guardo essas ediçoes(ou na estante,ou em n caixas),mas ja ofereci e deitei fora diversas bds desses herois e de outros.
Caro Óptimos Prime,
Obrigado pela sua resposta.
Não vejo, eu também, qualquer Editora como um qualquer Messias. A BdMania apenas edita tradepaperbacks e um ou outro álbum e tem tido o bom senso, até agora, de editar best-sellers que, regra geral, nunca veriam a luz do dia em Português não fosse o bom gosto pelo género do Editor.
A minha pergunta sobre colecções completas não se referia aos Gibis da Bloch, Vecchi, RGE e Abril ou ao format comic da Ebal, Devir ou Panini. Pois embora possa ter as numerações completas dessas Editoras, não terá com certeza toda a colecção. Referia-me, claro está, às edições originais da Fábrica das Ideias, a Marvel. Embora não tenham "fim", têm fases, ciclos e aventuras que começam e terminam, para além de uma panóplia de crossovers e one-shots que servem de prólogo, epilogo, etc. Perguntava-lhe se tinha essas colecções completas desde o primeiro número, porque se as tiver é um homem de sorte, e, claro, rico. Se a língua não é um obstáculo para si, não compre em Português. Crie standing-orders numa qualquer loja, ou directamente a uma qualquer loja online nos EUA e mande-as vir de três em três meses. Comics em Português não são um valor acrescido para a sua colecção. Compre sacos em polietileno com back-boards e guarde-os em long-boxes longe da luz do Sol. Vai ver que daqui a uns anos terá uma mais bela e mais valiosa colecção. Opte por comprar apenas o que lhe interessa realmente, e nas histórias em que houverem crossovers (esteve muito em voga nos anos oitenta/noventa, e agora estão de volta em força) em excesso compre os Hardcovers. O comic do Grant Morrison que fala, que foi um dos últimos e mais discutidos turn-about nos X-Men, vale agora cerca de 30 USD; em Português não vale nada. Não pense que alguma vez terá, no nosso País e na nossa Língua, alguma edição que lhe seja fiel e que cumpra as suas expectativas.
Eu, no entanto, tenho muito que agradecer à Abril: durante muitos anos deu-me, mesmo que com seis meses de atraso em relação ao Brasil, muitas e muitas histórias que só agora estão a ser reeditadas em formato Omnibus ou Masterworks. Claro que cada vez que tenho hipóteses vou adquirindo os originais, sempre em near-mint, talvez daqui a alguns anos possa vir a ter uma Colecção muito mais séria.
Abraço, Pedro (Vou-me abster de lhe responder mais vezes neste fórum, pois creio que não é adequado; se quiser escreva-me para papua@gmail.com).
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