Hoje (dia 7) aconteceu uma coisa interessante no FIBDA. Espalhei meia dúzia de autocolantes da Moda Foca pelos corredores do Festival e pelo Bar e qual não é o meu espanto quando me aparece um daqueles putos imberbes e meio tacanhos que andam a vigiar as exposições a dizer que eu não tinha autorização para colar autocolantes (que, diga-se, eram daqueles que se descolam sozinhos ao fim de meia hora, pois são próprios para etiquetas de envelope e não para colar em madeira) e a organização não quer as paredes do festival sujas com publicidade! Embora me apetecesse dar um tabefe no puto, acabei por me rir à gargalhada com tamanha imbecilidade.
Mas o meu espanto ainda foi maior quando um dos elementos da organização me telefonou a dizer o mesmo! A justificação mais premente era de que “e se toda a gente se põe a fazer o mesmo – a pôr autocolantes de publicidade pelo Festival fora?” Pergunto eu: e qual era o problema? Haveria algum problema dramático nisso? Estragava o Festival? Sujava o Festival todo?
Isto só me leva a voltar à vaca fria (coisas que estou marreco de escrever nem sei desde quando): o Festival da Amadora não é já um Festival, no verdadeiro sentido da palavra, uma vez que a Festa está excluída da coisa. Isso começou a deixar de acontecer com a saída do festival da Fábrica da Cultura e mesmo no ambiente caótico da Escola Intercultural, as coisas começaram a mudar. O público e todas as pessoas ligadas à BD não podem participar senão institucionalmente, com requerimentos prévios, autorizações expressas, etc… etc… portanto, a Festa nunca acontece!!! Não há lugar para o imprevisto, o improviso, as coisas que “vão acontecendo”… Até para fotografar as exposições, agora é necessário assinar uma declaração prévia de que não se vai fazer uso indevido das fotos (leia-se atentar contra os direitos de autor e editor do material fotografado) e depois, pode fotografar-se rigorosamente tudo ao pormenor. Evidentemente que pessoalmente me recuso a assinar seja que declaração for, uma vez que toda a gente sabe (desde há 16 anos no FIBDA, para ser exacto) que tudo o que fotografo no Festival é para ser publicado, nem que a vaca tussa.
Portanto o Festival da Amadora transforma-se de ano para ano num mega Salão de exposições de originais de Banda Desenhada, escolhidos sem qualquer critério específico, para além de obedecer a um tema decidido sabe-se lá por quem e porquê, ou mesmo para quê. Já no BDjornal #21 escrevi a propósito do FBDA de 2007: “o Festival da Amadora atingiu um pico de grande qualidade no aspecto formal – quer na organização e aproveitamento dos espaços, quer na excelência das cenografias – mas peca irremediavelmente pelo despropósito da maioria das exposições” e este ano voltarei a escrever o mesmo, se não mesmo mais acintosamente, na apreciação global do Festival no BDj.
Tenho que perguntar isto: onde está o contributo do FIBDA para a BD portuguesa actual? Onde estão as exposições de investigação histórica, por exemplo – que poderiam sempre, só por si, deixar uma marca indelével em cada edição do festival? No ano passado ainda houve a exposição sobre o Tio Tónio, este ano, népia. Este ano uma grande exposição histórica que podia ter sido feita, (mesmo sem ter a ver com a BD portuguesa, embora se pudessem lá colocar elementos de muitos autores portugueses que trataram o tema) não aconteceu devido à inépcia da organização: a exposição sobre os 60 anos de Tex Willer.
Quando se pensou numa exposição para comemorar um feito inédito na BD europeia, que é o de uma personagem chegar aos 60 anos de publicação contínua e ininterrupta, como é o caso de Tex Willer, pensou-se numa coisa histórica, com elementos (pranchas, capas, edições) que mostrassem as abordagens à personagem ao longo desse tempo – e do próprio tempo passado. E isso foi proposto à organização do FIBDA em Maio/Junho deste ano. Contudo, apesar dos esforços quase desesperados de José Carlos Francisco para obter uma resposta, ninguém do FIBDA se dignou responder durante três meses! E quando finalmente responderam, já em finais de Setembro, era tarde demais para a Bonelli conseguir reunir pranchas de 1948 a 2008 ou outro material histórico para se fazer “a tal exposição”. Assim, o que se conseguiu foi uma exposição de originais actuais, que tem apenas o interesse de ser a única vez que a Bonelli Editore autorizou a saída de Itália de originais seus. Mas não é a exposição histórica que se ambicionava (leia-se José Carlos Francisco e eu próprio, que nem sequer sou texiano, mas dou tudo por uma boa pesquisa histórica e acho que o Tex merecia isso). Mesmo assim no BDjornal #24 tentei dar uma ideia do que poderia ter sido essa exposição, com um dossier que abarca o conhecimento do que é o género western (o que quer dizer a palavra western; quem foram os verdadeiros Kit Carson, General Custer, Bufallo Bill, Sitting Bull, como apareceram os Texas Ranger, por aí fora), passando pelo western na BD europeia e depois a história da casa Bonelli, quem era o primeiro desenhador de Tex, excertos de uma entrevista com Sergio Bonelli, etc, etc…
Portanto, e voltando ao início, não vou desistir nunca de imprimir a este Festival a componente Festa de que ele precisa para se afirmar como tal e assim, a guerra (uma pequena guerrinha) está declarada; não sei o que se irá passar neste último fim-de-semana, mas os autocolantes vão continuar a aparecer por lá.
Até porque, em última análise, o Festival é pago com o dinheiro dos contribuintes (como diria o MST), portanto com o meu – com o nosso dinheiro !!!
Aqui ficam, para descomprimir, as fotos da exposição 60 anos de Tex, que tirei no passado dia 4:



P.S. - Parece-me, pelo primeiro Comentário (do João Rosa) publicado, que há gente que não vai entender nada do que se escreveu: não se trata de "um espaço meu", trata-se de "um espaço nosso", pago por nós !!!!!! Mas há gente que gosta de se ver retratado no sistema, ou protegido pelo sistema e, por tanto, defenderá até a ASAE, como defenderia, se vivesse nesse tempo, a própria PIDE. "Deixai vir a mim os pobres de espirito", onde é que eu já li isto...
Publicado por jmachado em novembro 8, 2008 01:11 AM | TrackBackPelo título pensei que fosse algo mais grave. Apesar de ser um pouco irritante, a atitude não é de todo incompreensível. Também não gostava que colocassem autocolantes espalhados por um espaço meu (tudo bem, o FIBDA não é dos vigilantes, mas deram-lhes ordens para serem cumpridas).
Afixado por: João Rosa em novembro 8, 2008 01:37 AMJorge Machado-Dias:
A amizade que nos une não vai ser afectada pela minha sinceridade.
Não tens razão nenhuma.
Há coisas que o Fórum Luís de Camões tem (finalmente escrevem Camões à moderna, mesmo que o homem não se chamasse assim, eu até sou partidário que escrevam estilo SMS, tipo For Lu Kamões, para cativar a juventude)e que nunca aconteceram anteriormente.
Por exemplo: antes do Fórum Luís de Camões nunca houve tiros no dia da inauguração do festival, com gajos a correr atrás de outros que fogem para a esquadra.
Antes do Fórum Luís de Camões nunca me tinha entrado uma rabia de um foguete a menos de meio metro de mim e do Rui Brito. Só foi chato não ter explodido, porque assim perde a piada toda.
Antes do Fórum Luís de Camões nunca deram 13 anos de idade ao João Lameiras, na qualidade de vencedor de um concurso de BD.
Antes do Fórum Luís de Camões eu nunca tive a adrenalina de sair do Metro e não saber se vou ser assaltado nos dez minutos que separam o Fórum da estação de Alfornelos. No outro dia a sensação foi de frustração, porque saí com o Mascarenhas e o Cambraia e os riscos de sermos assaltados dimunuíram. Em primeiro lugar porque o Mascarenhas é grande e tem cara de mafioso russo; em segundo lugar porque eu e o Cambraia temos cara de malucos.
Estás completamente enganado com a fonte de financiamento do festival. Não é com o nosso dinheiro. É com o dízimo do tráfico de droga na Brandoa, Amadora e Alfornelos (há um protocolo). Uma parte reverte para os concursos dos jovens, para os tirar dos maus caminhos e impedir que eles andem na droga, em vez de fazer BD.
De resto, o Festival de BD da Amadora (que é na Brandoa e mais numa serie de sítios, para que as pessoas possam fazer rally paper e provas de orientação, não tinha piada estar tudo concentrado em sítios de fácil acesso, senão as pessoas viam as exposições todas e era uma seca) tem vindo a melhorar de ano para ano.
Desde que o Pedro Passos Coelho (PSD) me sorriu em plenos urinóis da Fábrica da Cultura (no primeiro ano em que eu vi polícia de choque lá dentro) que as coisas têm vindo sempre a melhorar.
A adrenalina já subiu com a ida para a Escola Intercultural (que saudades das pipocas da Intercultural e das manadas de crianças a dar largas à sua sede de banda desenhada e de Coca-cola, quando não apenas coca, que também circula nas Docas Secas), mas eu defendo que se vá mais longe.
FIBDA na Cova da Moura, na Pedreira dos Húngaros, na Zona J. Com Shotgun distribuídos aos stands e guerras de paintball de stand para stand.
Também é no Forum Luís de Camões que podes seguir as conferências em Open Space. Assim podes entrar e sair à tua vontade. E quem não percebe línguas não fica nada frustrado, porque, de qualquer modo, independentemente de qualquer língua falada, não se consegue ouvir metade do que dizem os convidados. No caso do Pedro Mota eu consigo fazer leitura labial, menos quando ele está a falar mas fica a olhar para as miúdas giras que estão a passar e vira a cabeça.
Por outro lado, se o Fórum Luís de Camões for bombardeado pela aviação espanhola, há muito sítios para onde fugir e o concreto parece sólido.
Também há um circuito de manutenção perto do Fórum Luís de Camões, o que é óptimo. Se uma pessoa for equipada à atleta e levar uma mochila às costas com os álbuns de BD que comprou os assaltantes nunca vão pensar que ali está um alvo potencial.
As associações recreativas mesmo ao pé do Forum são castiças para caraças, têm pregos muito baratos e com carne tenrinha e a malta do bairro é porreira e castiça. Embora o ano passado tenha falhado o espectáculo das rabichas a entrar para dentro do estabelecimento.
Se a BD continuar no Forum Luís de Camões, vamos ficar perto do novo restaurante do Sérgio V. e podemos visitá-lo ou cravar umas refeições, que o gajo quando fica bêbedo ou o Sporting ganha é um "mãos largas". Por isso, é melhor não arriscar e torcer para que ele esteja sempre bêbedo.
Perante tudo isto, tu estás armado em parvo com os autocolantes? Achas que as miúdas que lá andam a guardar as coisas têm algum prazer em te chatear? Quem lhes dera a elas que não as vão interromper quando estão na casa de banho com os namorados.
E daqui não se infira nada de malévolo. Eu mal cheguei ao Fórum mandei-me logo ao WC das senhoras. Estava aflito para provar a droga que comprei na esquadra e entrei no WC que tinha vaga.
Mas uma miúda viu-me a sair da casa de banho das senhoras e entrou na dos homens. Eu disse que eu é que estava enganado, mas ela fez orelhas moucas, piscou-me o olho e entrou na dos homens. Quando saiu vinha a contar notas de cinco euros. Provavelmente estava a ver se tinha dinheiro para comprar todos os álbuns que queria, apesar de todos os stands terem multibanco e a coisa funcionar sempre muito bem em termos de vendas.
O que é normal, porque é norma o FIBDA ficar sempre pronto com uma semana de antecedência.
Só no Fórum Luís de Camões é possível encontrar na escada os gajos que nos devem dinheiro sem que eles tenham hipótese de fugir, por causa do pessoal que sobe e desce.
Depois disto tudo, tu estás preocupado com aspectos completamente secundários, como a divulgação da BD, um bom funcionamento da zona comercial, uma promoção correcta do festival, horários cumpridos e outras coisas assim?
Deves estar é parvo. O que é isso do clima de festa? Queres festa, faz como eu. Em vez de estares no FIBDA vais ao Salão Erótico, onde eu até consegui fazer Lap Dances sem pagar nada.
Isso é que é festa.
Vê lá se deixas de ser um má-língua do caraças. O que é que tu já fizeste pela BD portuguesa? Até parece que já perdeste dinheiro com ela e que deste muitas horas do teu trabalho. Tu até nem gostas de BD. És é um tarado sexual do caraças.
Eu sei que estás ressabiado porque o presidente da edilidade, Joaquim Raposo, não te deu este ano o passe VIP para a orgia de inauguração do festival. Mas isso é o critério do presidente da edilidade e do Nelson Dona. Eles é que sabem quem entra e quem sai, quem entra e quem sai, quem entra e quem sai, quem entra e quem sai.
Vê lá mas é se fazes críticas construtivas e agarras no betão, porque eu vislumbrei uma falha na parede lateral do bunker. Já disse ao senhor Adolfo (um operário alemão que anda lá a trabalhar e tem um bigode esquisito como o caraças -- mais esquisito que ele só o senhor Benito, que é um italiano que tem a alcunha do "Dulce", porque é travesti nas horas vagas no 'Coche Real' às portas de Benfica) para remendar essa falha.
Eu acho que o Festival da Amadora continua impecável. Quero lá saber que já não seja bem um Festival e que já não seja bem na Amadora.
Esquece lá essa porcaria dos autocolantes. Pareces um puto daqueles que tinham o caderno escolar todo forrado a panteras cor de rosa ou símbolos daaquelas porções de queijo Tigre, La Vache qui rit, Pin Pan Pun. Conheço um gajo que entrou na Faculdade de Direito e tinha o código civil forrado com isso.
Daqui a bocado falamos, lá nos autógrafos. Espero que não fiques chateado comigo. Se calhar estás assim porque te caiu mal o jantar na "Gina", na terça-feira. Mas sabes que eu não consigo mentir. Tenho mesmo de dizer a verdade.
E quero deixar um pedido ao presidente Joaquim Raposo: para quando uma visita ao Gallery e ao Elefante Branco depois da inauguração, para os autores convidados? E mesmo gajos como eu, que possam provar (com um certificado) que já estiveram presentes em dez ou mais festivais.
Fica a ideia. Em alternativa, propunha um jogo de futebol entre autores de BD. Solteiros de um lado, casados de outro. No Campo Pequeno. Agora aquilo tem cobertura, por isso já não há problema com o tempo. E podia-se usar depois o redondel para as sessões de autógrafos. Punha-se o auditório no meio da arena, com o Pedro Mota de megafone em cima de um palanque.
Bem, espero não ter dito muitas asneiras, mas é o que sinto. Machado, tem calma. As coisas hão-de melhorar. É inevitável.
Afixado por: Luís Graça em novembro 8, 2008 08:40 AMBom, não posso dizer mal do Festival da Amadora porque já lá não ponho os pés há uns 3 pra 4 anos. Em vez disso vou a Espanha de vez em quando, onde há Encontros e Convenções, que são o meu modelo predileto para esta coisa da BD. São 3 ou 4 dias onde se pode viver e respirar BD a sério, porque é um país que edita e onde há autores. (Aqui, nesta colónia de férias para estrangeiros a que alguns teimosos insistem em chamar de País, não temos nada, ou melhor, o pouco que temos tem de se sujeitar a trabalhar para editoras estrangeiras.).
É assim mesmo Sr. Machado, as verdades têm que ser ditas, e os autocolantes têm que ser postos.
Peço desculpa por ter um ideia diferente e por achar o artigo completamente exagerado.
A Moda Foca está 5 estrelas.
Afixado por: João Rosa em novembro 8, 2008 11:45 PMObrigado pelas cinco estrelas para a Foca, João. Vou transmitir aos restantes autores do projecto.
Afixado por: Álvaro em novembro 9, 2008 12:35 AMÉ obviamente uma atitude prepotente de quem tem autoridade e não sabe o que fazer com ela. Como diz o Axe-Days, qual era o problema? Se calhar o que custa é pensar, tentar imaginar quais seriam as consequências. E porque não se tem paciência para pôr a cabeça a trabalhar, diz-se que não e pronto. Corta-se o mal pela raiz sem saber se seria um mal ou um bem. É mais fácil e não se corre o risco...
Afixado por: Rodrigo em novembro 9, 2008 10:06 AMÉ assim mesmo! Não podes colar autocolantes e mais nada ! O Festival tem donos e o teu nome não está na escritura.
E vai já lavar as mãos antes de ires prá mesa ...
Tal como o Luís Graça, também não vou ao FIBDA há uns aninhos, e acho que não perco nada.
O ano passado peguei em mim mesmo, comprei um bilhete na RyanAir e fui passar um fim-de-semana à Dublin Con, onde houve um corropio de escritores, editores e artistas a falar do trabalho deles (regra geral, trabalho recente e sempre muito ocupados), que fora das palestras vinham cá fora p'ró bar do hotel mamar umas Guinness. Ficou despachado em dois dias, falei com gente fixe e comprei umas coisinhas.
No FIBDA, cansei-me dos temas que não têm nada a ver com nenhuma realidade editorial (nem mainstream, nem alternativa, nem nacional, nem internacional, nem recente, nem histórica). Não dá para combinar ir lá falar sobre BD com amigos, os autores nunca estão no dia que nos convém e as exposições vêem-se todas em uma hora no máximo.
Afixado por: Paulo Costa em novembro 9, 2008 06:22 PMGuerrinhas para quê?
Qual é o sentido disto? O não se poder colar uns autocolantes de publicidade? Bom correndo o risco de me chamarem (no mínimo) de conformista, eu acho que o festival e os seus representantes têm toda a razão. Eu enquanto utilizador pagador tenho todo o direito de não levar com autocolantes e afins enquanto estou no festival, seja ela de alguém com história e mérito na promoção da banda desenhada em Portugal ou não.
Contudo ainda ha outro argumento a ser feito a favor do festival e da sua organização.
Uma das funções da organização é estabelecer um conjunto de regras para o funcionamento do festival (pelos vistos uma delas é não permitir a fixação de autocolantes nas paredes) e essas regras aplicam-se a todos, sejam quem forem.
Todos os outros argumentos sobre a localização, qualidade, tópicos das exposições, formas das exposições acabam por não ter nada a ver como que está aqui em discussão, e resolvem-se de uma forma simples. Quem não gostar que organize o seu, porque não um Festival BDjornal com todo um conjunto de regras estabelecidos por outra organização que nada teria a ver com a BDAmadora?
Assim todos tinham o que queriam e eu enquanto utilizador sairia beneficiado porque teria mais um evento dedicado à BD em Portugal e pelo que li até aqui seria até de maior qualidade e a focar outros pontos que a BDAmadora não foca. Portanto força nisso.
Acho muito bem que não permitam autocolantes nas paredes.
E vou mais longe. Acho que é um escândalo as paredes estarem cheias de pranchas originais dos autores. Ainda por cima com vidro em cima.
Uma pessoa quer colorir as pranchas e não pode. Por exemplo, a exposição do Alex Raymond era toda a preto e branco.
Que palhaçada é esta? Não há dinheiro para comprar lápis de cor?
Tinham lá uma zona para crianças completamente desaproveitada. Uma iniciativa a sério era tirarem o vidro das pranchas do Alex Raymond, porem números nas figuras das vinhetas e depois os miúdos coloriam, como no meu tempo de criança.
A exposição do Star Wars, organizada pelo José Fidúcia, estava muito bem montada, mas nestas coisas há sempre invejas. Um gajo que eu conheço vagamente e que meteu conversa comigo enquanto eu estava a fazer um comentário qualquer sobre o Darth Valder, disse que ia fazer queixa da exposição e não sei que mais.
Queria comprar um sabre de luz e não havia na zona comercial. Ouvi esse gajo dizer que havia um problema qualquer com o José Fidúcia, que usava um nome do clube que não podia e que ele ia fazer queixa aos gajos lá dos Estados Unidos, porque conhecia lá um gajo qualquer importante.
Eu acho que isso é pura inveja e dor de cotovelo, embora o gajo me tenha mostrado uma foto dele, tirada em Berlim, com o tal gajo que é responsável pelos clubes do Star Wars na zona do Benelux ou da França, não me lembro bem.Não me lembro do nome do gajo, que eu não sou grande conhecedor dos dois filmes da "Guerra das Estrelas". Mas gostei de ver a Carrie Fisher no "Blues Brothers", com o Dan Aykroyd e o John Belushi.
Deixem-se lá de guerras e para o ano dêem-se todos bem na 23ª edição do CIDBA, independentemente de ser na Fábrica da Pólvora, na Escola Intergeracional ou no Forte Luiz Trinca-Fortes.
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