Os Prémios do FIBDA deste ano foram entregues nos Recreios da Amadora, depois de no ano passado, acertadamente terem sido entregues no Auditório do Forum Luís de Camões - Núcleo Central do Festival. Esta coisa lamentável e contraproducente de dispersarem os visitantes do Festival pela cidade da Amadora é outra velha pecha a apontar à organização. Falarei nisso de novo, mais tarde.
As fotos que apresento são cedidas amavelmente pelo Dâmaso Afonso.
Não quis deixar de prestar aqui uma pequena homenagem a Victor Mesquita, no final do post.
Eis os premiados:
MELHOR ÁLBUM PORTUGUÊS
OBRIGADA, PATRÃO – Rui Lacas – Edições ASA
MELHOR ARGUMENTO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
Rui Lacas – OBRIGADA PATRÃO – Edições ASA
MELHOR DESENHO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
António Jorge Gonçalves – REI – Edições ASA
MELHOR ÁLBUM DE AUTOR ESTRANGEIRO
MUCHACHO (Tomo 2) – Lepage – Edições ASA
MELHOR ÁLBUM DE TIRAS HUMORÍSTICAS
ZITS - AMUADO, ALUADO, TATUADO – Jim Borgman (desenho) e Jerry Scott (argumento)– Gradiva Publicações
MELHOR ILUSTRAÇÃO PARA LIVRO INFANTIL
Madalena Matoso – O MEU VIZINHO É UM CÃO – Planeta Tangerina
CLÁSSICOS DA 9 ARTE
BLUEBERRY - díptico A MINA DO ALEMÃO PERDIDO e O ESPECTRO DAS BALAS DE OURO – Jean Giraud (desenho), Jean-Michel Charlier (argumento) – Edições ASA/Jornal Público
MELHOR FANZINE
VENHAM + 5 (nº5) – Bedeteca de Beja/Câmara Municipal de Beja
PRÉMIO JUVENTUDE
(atribuído por uma turma de Artes)
WANYA, ESCALA EM ORONGO – Nelson Dias e Augusto Mota – Gradiva Publicações
TROFÉU DE HONRA
(atribuído pela Câmara Municipal da Amadora)
Victor Mesquita





Finalmente alguém coloca lado a lado o excelente design da edição original do 'Merci, Patron' e o fraco design da edição nacional que se limitou a copiar um interior e a escrever por cima com uma fonte 'rasca' e com uma cor que não chamava a atenção nem à visão Raio-X do Super Homem.
Ò senhores da ASA, se houvesse prêmios para melhor design e balonagem não ganhavam nem um.
Evoluam, caneco.
Afixado por: Digo Valadas em novembro 9, 2008 02:52 AMGrande abraço de parabéns a todos os premiados. Presumo que as surpresas não tenham sido muitas.
Sinto-me honrado por ter o álbum do Lacas já desde o ano passado (com autógrafo ditado por mim, no intervalo dos meus acessos de sono, no bar do FIBDA). Lacas tem a perfeita noção do ritmo e sabe contar uma história com um toque de humanismo muito especial. Os dois álbuns publicados na Polvo demonstravam isso mesmo. Um autor em perfeito processo de maturação.
O Victor Mesquita é e será uma referência da BD portuguesa. E embora seja redutor referir apenas o "Eternus 9", será esse seu trabalho que o deixa como um homem fulcral para se compreender a evolução da BD portuguesa.
O Paulo Monteiro tem realizado magnífico e empenhado trabalho em Beja. Graças a Deus têm-no deixado trabalhar. E o Festival de Beja tem o particular encanto daquele ritmo muito especial. Nada mais justo do que reconhecer o seu trabalho.
Quando a "Wanya, escala em Orongo", está agora a receber o merecimento que lhe é devido.
Os álbuns de Blueberry são verdadeiras obras-primas e verdadeiros manuais de como fazer um argumento de BD sobre o Oeste.
Também acho que os prémios deviam ser entregues no Núcleo Central. Não que outros espaços não possuam dignidade, mas o facto de obrigarem os fãs a uma "peregrinação" dá sempre mau jeito. E com os costumeiros atrasos, há sempre algo que se perde no meio do stress dos fins-de-semana.
Além do mais, uma cerimónia de prémios é sempre algo de muito formal. Tirando algumas excepções. Como no ano em que eu confundi uma bailarina seminua (com purpurina) com uma stripper do Passerelle. Hoje sei que a stripper é a paulista Romina, que o ano passado e este ano, no Salão Erótico, andou com um pitão reticulado.
Soube este ano, através do dono do animal, que o bicho tem cinco anos e veio da Índia. Actualmente já não come ratinhos. Passou à fase das galinhas.
Tenho fotos, que oportunamente serão postadas pelo Machado-Dias no blogue do BD Voyeur.
O que é mais estranho é que estive a menos de um metro do bichinho e mantive a calma. O ano passado fiquei mais à distância. Deixei as coisas para a Romina e a Cicciolina.
Pois é...mais um prémio para o Venham+5. É pena que falte o mais importante, pois trocávamos de boa vontade o prémio pelo apoio para editar mais numeros. Infelizmente não houve orçamento para publicar o numero que estava a ser planeado para o "festival" da Amadora. Do que nos vale um prémio para um "projecto fantasma"? Resposta: para por a decorar uma estante!
Afixado por: Véte em novembro 10, 2008 08:55 PM