dezembro 01, 2008

RECORTES 10 - João Miguel Lameiras in Diário "As Beiras" (BDjornal #23 e #24)

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29 Novembro 2008

BDjornal REGRESSA EM DOSE DUPLA

João Miguel Lameiras

Confirmando a importância do Festival da Amadora para as pequenas editoras, a Pedranocharco quebrou um silêncio de meses, com o lançamento de quatro novidades durante o último Festival da Amadora.
Foram eles o segundo volume da série “Bang Bang” de Hugo Teixeira, o primeiro número da nova revista de humor “Modafoca”, dirigida por Álvaro e, o que motiva este texto, os n.ºs 23 e 24 do “BDJornal”.

Desde Abril de 2005 até agora, o “BDJornal” mudou três vezes de formato e tem tido crescentes dificuldades em cumprir a periodicidade anunciada, mas conseguiu ainda assim uma longevidade invejável (e até inesperada) para um projecto com estas características num mercado como o português.

Mas a verdade é que, muito por via da persistência do seu editor, o “BDjornal” mantém–se vivo e vai evoluíndo, tanto em termos gráficos, como de conteúdo, mesmo se as melhorias sejam mais constantes em termos gráficos.

Passemos então à analise dos dois números lançados durante o último Festival da Amadora, com o apoio da nova editora Qual Albatroz. O nº 23, correspondente ao Verão de 2008, revela a abertura da revista (apesar do título, o “BDJornal” é claramente uma revista) à Galiza e ao Brasil, patente no extenso e interessante dossier sobre a Banda Desenhada galega e na presença de colaboradores brasileiros, tanto a nível dos textos, como nas BDs, destacando–se neste campo a dupla Wilson Vieira e Fred Macedo, que demonstra estar uns bons furos acima dos seus colegas portugueses que colaboram neste número, até porque estes optam por projectos mais longos, mas que acabam por não levar até ao fim, como parece ter sido o caso da série “Dominion” de Miguel Santos, que começa no nº 23, mas que não volta a aparecer no n.º 24, ou de “Wonderland”, um divertimento inconsequente com zombies, que também não volta a aparecer no nº 24.

Mas, para dizer a verdade, senti bastante mais a falta da série “BRK”, de Filipe Andrade e Filipe Pina, claramente o mais interessante projecto português de BD que já passou pelas páginas do “BDJornal” e que, nestes dois nºs não está presente. Esperemos que voltem brevemente, no BDJornal, ou em álbum.

Já o BD Jornal n.º 24 tem um nível bastante mais alto em termos de BD, com os brasileiros Wilson Vieira e Fred Macedo, que reincidem neste número com um Western de terror e duas entrevistas, a terem a companhia de peso do português Ricardo Cabral (de quem escolhi um pormenor da magnífica página dupla de abertura da sua história, para ilustrar este texto) e do italiano Giovanni Ticci, que ilustra uma história curta do cowboy Tex, escrita pelo próprio Sergio Bonelli, com o pseudónimo Guido Nolitta. E o Western em geral e o cowboy da Bonelli em particular, estão em grande destaque neste número, que além da história “Uma Tarde Quente” e de um dossier sobre o western na BD, traz uma série de artigos que comemoram condignamente os 60 anos do ranger da Editora Bonelli.

Se juntarmos ainda um texto de Machado–Dias sobre Hector Oesterheld, e uma série de recensões de tamanho e interesse variáveis, temos um número com muito interesse que vale a pena ler, tal como vale a pena apoiar este meritório projecto de manter viva uma revista, de e sobre BD, em Portugal.

(“BDJornal” nº 23, Vários autores, Pedranocharco/
Qual Albatroz, 94 págs., € 6,00,
“BDJornal” nº 24, Vários autores, Pedranocharco, 88 págs., € 6,00 - à venda em Coimbra
na Livraria Dr. Kartoon
)

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Nota do editor: Tomei a liberdade de fazer uma pequena alteração na ficha final, em que JML dava como co-editado pela Pedranocharco e Qual Albatroz o BDjornal #24, o que não corresponde à verdade: só o BDj #23 foi co-editado. E posso acrescentar, desde já, que Wonderland e Dominion vão regressar no BDjornal #25, que espero consiga estar à venda em Fevereiro de 2009. Quanto a BRK, em breve tomarei uma posição quando à continuidade da sua publicação - no BDjornal, em álbum... ou não.

Publicado por jmachado em dezembro 1, 2008 07:10 PM | TrackBack
Comentários

"Mas, para dizer a verdade, senti bastante mais a falta da série “BRK”, de Filipe Andrade e Filipe Pina, claramente o mais interessante projecto português de BD que já passou pelas páginas do “BDJornal” e que, nestes dois nºs não está presente. Esperemos que voltem brevemente, no BDJornal, ou em álbum."

Totalmente de acordo, :)

"temos um número com muito interesse que vale a pena ler, tal como vale a pena apoiar este meritório projecto de manter viva uma revista, de e sobre BD, em Portugal."

O maior problema é que pouca coisa é aproveitável,como os textos do Hunter sobre os comics algumas reviews sobre bds e os texto em manga o resto é garbage.

"patente no extenso e interessante dossier sobre a Banda Desenhada galega e na presença de colaboradores brasileiros, tanto a nível dos textos, como nas BDs,"

Pode ser que os brasucas elevem o nivel do bdjornal basta comprar as excelente mundo dos Super Herois nas bancas que adotaram esse modelo desde o numero 1. :)

"com um Western de terror e duas entrevistas, a terem a companhia de peso do português Ricardo Cabral (de quem escolhi um pormenor da magnífica página dupla de abertura da sua história, para ilustrar este texto) e do italiano Giovanni Ticci, que ilustra uma história curta do cowboy Tex, escrita pelo próprio Sergio Bonelli, com o pseudónimo Guido Nolitta. E o Western em geral e o cowboy da Bonelli em particular, estão em grande destaque neste número, que além da história “Uma Tarde Quente” e de um dossier sobre o western na BD, traz uma série de artigos que comemoram condignamente os 60 anos do ranger da Editora Bonelli."

Os Westerns que valem são Luky Luke,Lone Ramger. :)

Afixado por: Optimus Prime em dezembro 2, 2008 03:08 PM

Já cá faltava um comentário daqueles que não interessam a ninguém do Sr. que tem mentalidade de criança com menos de 5 anos e vive no mundo dos robots.

"Buá..não tem BRK, mim querer cores!!"

"Mim só gosta de super-pigalhada, por isso mim achar revistas 'copy-paste' brasileiras e espanholas as melhores do mundo."

E para rematar

"Mim ser tão fechado a outras culturas que nem perceber o quão importante é existir um caderno sobre outras latitudes no BDJ."

E já agora, se acha tudo o resto "garbage", porque raio compra o BDJ?

Eu voto para que o BRK nunca mais apareça no BDJ assim deixa de ser uma chatice para os dois senhores terem de ler um BDJ sem 'BRK'.

E já agora sr.Lameiras. O seu 'standard' em relação a argumentos anda muito em baixo.

O Wonderland e o Dominion deixam a desejar, mas o BRK também não passa de um monte de clichés com um fraco 'storytelling'.

Afixado por: Diogo em dezembro 11, 2008 01:57 PM
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