dezembro 25, 2008

FALECEU ZÉ PAULO (AUTOR PORTUGUÊS DE bd) E... GRADIVA REEDITA ETERNUS 9, DE VICTOR MESQUITA, 30 ANOS DEPOIS.

Geraldes Lino, no seu blogue divulgandobd.blogspot.com, noticiava ontem, dia 24 o falecimento de Zé Paulo, em texto que reproduzimos abaixo. Hoje mesmo, chega-nos também a notícia (já prevista, mas a aguardar confirmação) da reedição de ETERNUS 9, de Victor Mesquita, trinta anos depois da 1ª edição. Acrescentemos que Victor Mesquita foi o mentor e fundador da revista Visão (1975/76) e Zé Paulo colaborador dessa publicação mítica da BD portuguesa…

Aqui ficam os respectivos textos:

ZEPAULO.jpg
Zé Paulo (1937-2008)

Faleceu ontem, 23 de Dezembro, pela 19h00, vítima de cancro, Zé Paulo (ou ZEPAULO, como ele costumava assinar), de seu nome completo José Paulo Abrantes Simões. Chegou o fim da aventura para um notável artista da BD, ilustrador, caricaturista, pintor.
Adeus, amigo Zé Paulo.

Tive a honra de receber de Zé Paulo as suas últimas colaborações na BD, a derradeira das quais está visionável na obra colectiva "Super-Homem no Século XXI".
Ainda neste blogue (divulgandobd.blogspot.com – no "post" de Junho 30, 2006) está a entrevista que lhe fiz, acompanhada de fotografia (já nessa altura o Zé Paulo andava em tratamento de quimioterapia).
Quem estiver interessado em ler essa derradeira entrevista, reprodução de pranchas suas, basta ir à coluna da esquerda, e procurar na rubrica "Categorias" o item "Visão - revista portuguesa de banda desenhada (1975-76)".

Ler mais AQUI

VISAO.jpg

PRANCHAZEPAULO.jpg
Prancha de Zé Paulo publicada no fanzine Efeméride - Super Homem no Séc. XXI (edição de Geraldes Lino).

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LOGOLUSA.jpg

BD: Gradiva reedita "Eternus 9 - Um filho do Cosmos", de Victor Mesquita
24 de Dezembro de 2008, 10:00

Lisboa, 24 Dez (Lusa) - Trinta anos depois da primeira edição, o autor de banda desenhada Victor Mesquita acaba de reeditar pela Gradiva a obra "Eternus 9 - Um filho do Cosmos", uma narrativa de ficção científica sobre a condição humana.

A primeira prancha de "Eternus 9" foi publicada em Abril de 1975 na revista Visão, que Victor Mesquita fundou e dirigiu, mas o álbum só seria publicado na íntegra pela editora Meribérica-Liber em 1979.
A história centra-se na viagem cósmica de Eternus 9, um homem que "é ponto de partida e de chegada de todas as coisas", escolhido pelo telepata do templo de Kairos para procurar uma verdade universal.
"Eu na altura pensei em conceber um herói que representasse a Europa, porque na América já existiam super-heróis. Mas eu queria que fosse humano apesar de ter faculdades paranormais", disse o autor à agência Lusa.
Victor Mesquita desenhou uma Lisboa futurista, com um centro de biologia experimental suspenso por cima do Castelo de São Jorge, onde cientistas investigam o comportamento humano e procuram vida inteligente no universo por causa das alterações ao equilíbro ecológico.
Visualmente, o álbum apresenta-se profusamente ilustrado, com um grafismo minucioso e uma estrutura experimental para os parâmetros da banda desenhada convencional, à semelhança do que aconteceu com a BD "Wanya - Escala em Orongo", de Nelson Dias e Augusto Mota, editada em 1972.
Na nota introdutória à reedição da Gradiva, o jornalista e especialista em BD Carlos Pessoa descreve Victor Mesquita como "um criador visionário", autor de "uma aventura barroca" que se apresentou como um "grito desafiador" num "pacato pequeno mundo burguês do terceiro quartel do século XX".
Nesta reedição, Victor Mesquita, 69 anos, incluiu algumas imagens inéditas do que vai ser o próximo volume de "Eternus 9", que sairá em 2009 também pela Gradiva com o título "A cidade dos espelhos".
Victor Mesquita idealizou este segundo álbum há cerca de quinze anos, mas depois de lançado o desafio pelo editor Guilherme Valente, da Gradiva, o ilustrador decidiu reactualizá-lo.
Sem adiantar mais pormenores sobre a história, Victor Mesquita referiu que ele próprio será parte interveniente no livro, que se passará temporalmente trinta anos depois de "Um filho do Cosmos", numa Lisboa que sofreu estruturalmente um abalo por causa de uma guerra nuclear no Médio Oriente.
"Eu costumo dizer que não sou um autor de ficção científica, mas um antecipador científico", disse Victor Mesquita, que tem também em mãos um mangá (banda desenhada japonesa) para editar no mercado nipónico.
Actualmente dedicado à pintura e ilustração, Victor Mesquita nasceu em Lisboa em 1939.
Fundou uma empresa de publicidade na África do Sul e publicou originais em várias revistas, entre as quais a Jacto, Cinéfilo, Visão e Selecções BD e mais recentemente, nos anos 1990, no Expresso.
Além de "Eternus 9", Victor Mesquita editou o álbum "Trilogia com Tejo ao fundo", "Os navegadores do infinito", "O homem que não se chamava Hemingway" e "O síndroma de Babel".
Victor Mesquita colaborou ainda no levantamento da banda desenhada portuguesa para a Histoire Mondiale de la Bande Dessinée e em 1998 integrou a exposição colectiva portuguesa "Perdidos no Oceano", no festival de Angoulême, França.
Em Novembro passado, Victor Mesquita foi distinguido com o troféu de honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, este ano dedicado à Ficção Científica e Tecnologia.
SS.

VICTORM.jpg
Victor Mesquita e José Ruy, no 19º FIBDA 2008.

ETERNUS9.jpg
Capas de ETERNUS 9, edição da Meribérica e a actual edição da Gradiva.

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NOTA ao P.S. do comentário do Geraldes Lino ao post da Tertúlia de Natal:

P.S. - Li os comentários afixados, e intrigou-me o do Luís Graça, não consegui atingir o humor.
Oh Graça, parece que te incomoda a figura do gajo de cabelos grisalhos, ou brancos, nas fotografias, tanto, que até dizes que queres esquecer os planos gerais onde eu apareço.
Poderias perfeitamente ter desviado os olhos para figuras mais simpáticas, algumas até bastante charmosas, que eu convidei, tal como te convidei a ti.
A menos que apenas tenhas querido fazer humor (algo infeliz, acho eu) à minha custa.

Caríssimo Lino, não és o único grisalho nas Tertúlias e o Luís Graça fez humor, não com as fotos em que apareces, mas com aquelas em que ele próprio aparece. O grisalho em questão é ele próprio. OK?

Portanto, não sejamos tão susceptíveis a ponto de nos vermos sempre como alvo do gozo dos outros.

E Boas Festas a tout le monde!!!

Publicado por jmachado em dezembro 25, 2008 09:30 AM | TrackBack
Comentários

Na realidade, as referências aos grisalhos são para mim. noutro sítio qualquer também brinquei com o Mascarenhas.
Já lá vou ao blogue do Lino esclarecer a questão.
E até gosto muito dos nossos cabelos grisalhos.
E sinto a falta de muitos cabelos grisalhos que eram frequentadores da Tertúlia e já não são.

Afixado por: Luís Graça em dezembro 26, 2008 12:55 AM

Na realidade, as referências aos grisalhos são para mim. noutro sítio qualquer também brinquei com o Mascarenhas.
Já lá vou ao blogue do Lino esclarecer a questão.
E até gosto muito dos nossos cabelos grisalhos.
E sinto a falta de muitos cabelos grisalhos que eram frequentadores da Tertúlia e já não são.

Afixado por: Luís Graça em dezembro 26, 2008 12:56 AM

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Afixado por: bdtganl em junho 25, 2009 09:07 AM
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