janeiro 23, 2009

FALECEU CLAUDE MOLITERNI

Faleceu na madrugada de 4ª feira passada (21 de Janeiro de 2009) Claude Moliterni, figura incontornável da BD franco-belga, a poucos dias do início do Festival de Angoulême de que foi um dos três fundadores em 1974, com Francis Groux e Jean Mardikian. Tinha 76 anos – nasceu em 21 de Novembro de 1932 em Paris.

Moliterni foi figura habitual nos últimos Festivais de BD da Amadora, sendo, no do ano passado co-comissário da exposição central da 19ª edição do FIBDA, sob o tema BD e Ficção Científica.

Com um currículo invejável, fez de tudo um pouco na Banda Desenhada – sua paixão maior – como a produção da primeira Enciclopédia Larousse da Banda Desenhada, e a idealização do “ICON” (International Comic Organization), o 1º Congresso Internacional de Banda Desenhada, que ocorreu em abril de 1972, em Nova York. Na ocasião, Moliterni reuniu a nata da BD mundial, como Hergé, Druilet, Emílio Freixas, Harvey Kurtzman, Neal Adams, Stan Lee, Jayme Cortez e Mauricio de Sousa, entre outros.

Romancista sob diversos pseudónimos antes de se dedicar à Banda Desenhada e depois argumentista de BD, dirigiu as redacções de diversas publicações: Pogo-Poco (1969-71), Les Pieds Nickelés Magazine (1971-72), le mensuel Lucky Luke (1974-75), Captain Fulgur (1980-81). Foi ainda director de redacção da Pilote e da Charlie Mensuel (1973-89).
Assinou diversos livros sobre Banda Desenhada, como L’Histoire mondiale de la bande dessinée (Horay, 1980), Dictionnaire mondial de la bande dessinée (Larousse, 1994-1998), ou o BD Guide 2005 (Omnibus).
Concebeu numerosas exposições, como a famosa Bande dessinée et figuration narrative no Museu de Artes Decorativas em Paris.

A biografia completa pode ler-se no seu site oficial

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Fotos de Dâmaso Afonso

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Fotos Arquivo Pedranocharco

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Foto do site do Festival de Angoulême

Publicado por jmachado em janeiro 23, 2009 08:55 PM | TrackBack
Comentários

Mais uma grande perda.
Resta-me a consolação de ter privado com ele o ano passado e ter assistido à sua palestra no FIBDA. Também fiquei com o acontecimento bem registado em fotos.

A enciclopédia da Larrousse é de consulta obrigatória para todos os amantes de BD.
O seu sentido de humor e abertura de espírito tocaram-me.

São bocadinhos de história da BD que sentimos a fugir de nós. E morremos também nós um bocadinho. Cada vez veneramos mais as memórias, numa espécie de "gourmets" das nossas vivências.

Afixado por: Luís Graça em janeiro 23, 2009 09:33 PM
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