De novo o jornal Público com matérias sobre BD. Hoje, Carlos Pessoa escreve sobre Susa Monteiro na Pública, Joana Amaral Cardoso sobre a nova Batwoman e na edição Público on line (e também na edição impressa), uma nota – via agência Lusa – sobre a venda o número 1 de Superman, pela módica quantia de € 245.000,00 (317.200 dólares) em leilão on line. Mas também Pedro Cleto escreveu ontem na IN, a revista do Jornal de Notícias e do Diário de Notícias sobre A FÓRMULA DA FELICIDADE #1, de Nuno Duarte, Osvaldo Medina e Ana Freitas, edição KingpinBooks.


Pública• 15 Março 2009
perfis do futuro
SUSA MONTEIRO
trocou o teatro pela bd
Mudou-se para Beja e tem tido a sorte de publicar com regularidade. Mas sabe que está próximo o momento de abandonar a história curta para se aventurar por obras de maior fôlego. Formula um desejo: contar uma história a que os leitores se deixem prender.
Texto Carlos Pessoa. Fotografia Enric Vives-Rubio
O que faz alguém mandar às urtigas a formação em teatro e um ano de trabalho para se entregar de corpo e alma à banda desenhada? No caso de Susa Monteiro, a resposta é curta e directa: "Sempre desenhei e fiz ilustração, mas o corte aconteceu com a vinda para Beja e a minha entrada no colectivo Toupeira." Ainda pensou em ir para o estrangeiro, mas afastar-se de Beja era-lhe impossível.
O regresso à cidade onde nasceu, sim, podia ser - "Gosto muito do campo e de uma vida tranquila." Assim aconteceu depois de ter estado três anos em Lisboa mas com o fito em Beja, para onde sempre quis voltar. A decisão seguinte foi a entrada, em 2002, no atelier de banda desenhada Toupeira existente desde 1997, que esteve na origem do núcleo que hoje anima a Bedeteca de Beja e realiza um importante festival de BD na mesma cidade.
Susa Monteiro ainda não o sabia, mas foi nesse momento que o seu destino ficou traçado.
Viver no interior alentejano não a preocupa. Estar fora dos grandes centros habitacionais, onde, aparentemente, pouco ou nada acontece em termos culturais, não é problema para esta jovem autora de banda desenhada. "O acesso mais fácil à cultura nos grandes centros não é sinónimo de melhor qualidade de vida", diz. E, sempre que o deseja, Lisboa ou outro qualquer destino nem sequer estão assim tão longe.
O mais paradoxal é que Susa Monteiro não gostava de banda desenhada e não conhecia nada do universo das histórias aos quadradinhos. Mas havia as pessoas, que achou "muito mais interessantes, sinceras e simples", e que estavam em sintonia com aquilo que ela própria pretendia fazer na vida. É claro que a criação de histórias aos quadradinhos é um processo solitário, mas como gosta de trabalhar em equipa - é um dos elementos mais activos do núcleo que realiza anualmente o Festival Internacional de Beja, na Primavera -, o Toupeira proporciona-lhe a oportunidade de partilhar "sonhos, vontades e esforços".
Não fazia a mínima ideia do que se podia fazer na BD. "Aprendi literalmente com eles a contar histórias, desenhar sequências, incluir balões, em suma, a fazer bandas desenhadas", diz. Susa Monteiro não tem qualquer problema em assumir-se como autodidacta e acha que isso, no seu caso, até foi uma "vantagem", pois pôde começar a fazer o seu próprio percurso sem "nenhuma ambição especial". E depois há a referir as surpresas agradáveis ligadas à descoberta dos grandes nomes da BD.
Para Susa, eles chamam-se David B, Sfar, Christophe Blain e, sobretudo, Gipi: "O trabalho que eu gostaria de fazer algum dia é o de Gipi. Gosto imenso dos seus desenhos, das suas histórias do quotidiano com elementos de surrealismo e de sonho."
Desde que publicou a sua primeira história, no número inaugural do fanzine Venham+5, em 2005, Susa Monteiro tem tido facilidade em publicar.
A palavra "facilidade" é da própria autora, que se considera "muito sortuda": "As pessoas gostaram, desde sempre, do meu trabalho e nunca precisei de ir às editoras apresentar as minhas bandas desenhadas."
Histórias curtas e a preto e branco são a matriz dominante na bibliografia da criadora alentejana, dadas à estampa em publicações portuguesas, mas também da Galiza. Razões? É o formato em que se sente mais à vontade, pois não exige planificação. Além disso, é de mais fácil publicação. A aguarela preta constitui a sua opção gráfica favorita, porque lhe permite "um domínio total sobre o que está a fazer": "Sinto que é o que mais se adequa ao que eu prefiro fazer. Consigo realizar histórias luminosas ou escuras através do
preto e branco." Já a cor ("só em computador") é mais complicada, pois a artista não se sente com capacidade técnica suficiente para produzir trabalho de qualidade com esse meio. Ainda assim, é de referir a realização de uma biografia de Jorge Palma (Biografias BD Pop Rock Português, edição Tugaland, já este ano), enquanto ultima um volume do projecto Black Box Stories, de José Carlos Fernandes.
Com o tempo dividido entre a organização do festival e a resposta aos pedidos de colaboração, está ciente de que mais cedo ou mais tarde terá de abandonar o casulo da história curta ("ainda não consegui dedicar-me a um projecto próprio") e aventurar-se pelos territórios da obra de maior fôlego. Para isso, terá de deixar de lado a improvisação que tem caracterizado o seu método de trabalho ("habitualmente, começo a desenhar sem nenhuma ideia, faço uma vinheta e depois vou avançando") e encontrar a futura história a contar. Pressente-se alguma apreensão e ansiedade quando Susa Monteiro fala disso, sobretudo porque é visível a dificuldade para explicitar aquilo que pretende fazer num futuro próximo:
"Gostaria de fazer uma história de contornos poéticos que prendesse o leitor, não exclusivamente realista, mas sonhadora. A realidade pode ser o ponto de partida, mas o mais importante para mim é que fosse algo que causasse surpresa aos leitores, que estes se deixassem prender e levar pelo que é contado. Sei o que me interessa a mim contar, mas não sei se serei capaz de pôr as pessoas a pensar. Confrontá-las com isso, sim."
Susa Monteiro tem mais facilidade em dizer o que fará quando tiver a história pronta: "Vou procurar editor, começando por aquele de quem gosto mais."
Nome, Susa Monteiro
Idade, 29 anos
Naturalidade, Beja
Formação, Bacharelato em Realização Plástica do Espectáculo pela Escola Superior de Teatro e Cinema; Curso de Cinema de Animação do Centro de Imagem e Técnicas Narrativas do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian
----------------------------------------------------


DCComics
A BATWOMAN VAI VOLTAR.
E É LÉSBICA. E DEPOIS?
A personagem da DC Comics vai ter uma série em nome próprio. Esta série, agendada para o Verão, torna-se a que maior visibilidade dá a um super-herói gay.
Joana Amaral Cardoso – 15Março2009
• Há informações que parecem desenhadas para fazer splash. A revelação de que a DC Comics vai publicar uma série de pelo menos doze livros dedicada à Batwoman, para desenvolver e dar a conhecer verdadeiramente a personagem, é uma bela notícia para o sector.
Quando se detalha que a superheroína vai prosseguir o seu caminho, já estabelecido há alguns anos, como lésbica e combatente do crime, torna-se alvo da atenção de quase todas as publicações do mundo. Splash.
Esta será a mais visível aparição de um super-herói gay no catálogo da DC Comics (Batman, Super-Homem), e não é bem uma novidade. É um regresso. Kathy Kane/Batwoman surge nos comics em 1956 como namorada de Batman. Ereza a história que foi apresentada como paixão do caped crusader para afastar as interpretações recorrentes da dupla Batman e Robín como referências gay encapotadas. (A Batwoman foi morta em 1979, "reapareceu na série 52 da DC Comics, em 2006, e volta agora a reaparecer no hiato gerado pela suposta morte/ desaparecimento de Bruce Wayne/Batman no número 681, de Novembro de 2008.)
Aliás, na origem da Comics Code Authority, uma espécie de entidade reguladora dos conteúdos dos livros de BD nos EUA, está o livro Seduction of the Innocent (1954), do psiquiatra Fredric Wertham, que defendia que os comics incitavam os jovens leitores ao que ele considerava actos desviantes - da delinquência à homossexualidade. Na obra, Wertham dizia que a história de Batman podia levar as crianças a ter "fantasias homossexuais".
Fast-forward para 2009 e Greg Rucka, argumentista, JH Williams III, ilustrador, e Dave Stewart, colorista, vão pegar na Batwoman e contar a sua história. Rucka, em entrevista ao site Comic Book Resources na sequência da apresentação do projecto na convenção ComicCon de Nova Iorque, é firme na descrição da sua intenção. "Sim, ela é lésbica. Ela também é ruiva. É um elemento da sua personagem, Não é a sua personagem".
É que em 2006, quando "se soube", em Gotham (ou seja, na série 52), que a Batwoman tinha uma relação com a detective Renee Montoya, o New York Times escreveu sobre o assunto e rapidamente havia mais de 500 mil entradas na Internet a discutir a homossexualidade da superheroína (com prós, contras e muitas piadas). No seu blogue, o guionista deixa escapar algum cepticismo em relação à abordagem entusiástica dos media pela orientação sexual da personagem. "Eis o novo Capitão América. Eele é 'hetero'!", lê-se nos comentários do blogue, crítica ao "sensacionalismo" da imprensa. a entrevista ao Comic Book Resources, Rucka recorda que "quando a Wonder Woman cortou o cabelo, isso foi notícia. Por isso, [Batwoman] será o que tiver de ser. O nosso trabalho é fazer os melhores números da Detective que pudermos".
Mas tendo em conta a escassez da diversidade sexual na BD mainstream americana e a política que envolve cada tentativa de introdução de personagens gay pela Marvel e DC Comics, bem como a importância da representação de etnias, sexualidades e handicaps diversas em qualquer meio, esta série da Detective Comics tem, inevitavelmente, significado mediático. "
Mas, no mundo da BD norteamericana, o factor splash pode dar origem a um tsunami de falatório, mas não origínar mais do que um chapinhar no mercado. Foi o caso com o Rawhide Kid, personagem dos anos 1950 recuperada em 2003 pela Marvel para uma míni-série de cinco livros (Slap Leather) e que mostrava a sua homossexualidade.
O Rawhide Kid tornou-se a primeira personagem gay a ter a sua própria revista no mainstream dos comics americanos e do género super-heróis (a destrinça é relevante, pois a diversidade é muito maior nos meios alternativos e underground).
Mas não teve grande sucesso comercial. Há outros exemplos. A Marvel tinha uma série com a personagem North Star, que desde os anos 1980 se mostrava pouco interessado em mulheres.
Em 1992, North Star "saiu do armário". Também na Marvel e no seio da irmandade de mutantes X-Men, a vilã Mystique passou as última décadas envolvida com outra vilã, Destiny. Em 1990 houve a primeira referência ao romance e, em 2001, abriu-se o jogo sobre a relação das duas mulheres. O rol de personagens gay nos livros de banda desenhada americanos não surgiu facilmente.
Depois do livro de Fredric Waltham e da pressão do regulador que chegou a ser censor, os grupos conservadores pressionavam as editoras sempre que os temas eram abordados - a Marvel chegou a ter um dístico nos livros com tais personagens que os limitava a adultos, fruto das reacções negativas desencadeadas pelo Rawhide Kid. Entretanto, a editora do Homem-Aranha deixou de apresentar essa recomendação e lançou, em 2005, a série The Young Avengers, escrita pelo guionista gay Allan Heinberg e em que dois dos jovens protagonistas são namorados. Que ganhou um prémio da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation.
-----------------------------------------------------------
ON LINE
Leilão
EXEMPLAR DA PRIMEIRA BD DO SUPER-HOMEM VENDIDO POR 245 MIL EUROS

14.03.2009 - 09h23 Lusa, PÚBLICO
A cópia original do álbum de banda desenhada onde aparece pela primeira vez o Super-Homem, que custava 10 cêntimos em 1938, foi vendido ontem em Nova Iorque por 317.200 dólares (cerca de 245 mil euros) em leilão na Internet. O exemplar do número um do “Action Comics” é considerado o “Santo Graal” da BD.
Os lances começaram a ser feitos há duas semanas na página do Comic Commet, um site que medeia a negociação entre os compradores de BD e os vendedores, e atingiram imediatamente os 200 mil dólares.
Foram feitas 89 ofertas e o site prolongou a venda por alguns minutos, após ter aparecido um lance de surpresa superior a 300.000 dólares.
O vendedor e o comprador não foram identificados.
A capa deste exemplar raro e não restaurado mostra o herói com o seu fato de sempre - azul com capa vermelha e o "S" ao peito - a segurar a pulso um automóvel verde perante a surpresa dos transeuntes.
Escondido na cave
Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, o álbum de BD “Action Comics” apareceu pela primeira vez em Junho de 1938 e era vendido por 10 cêntimos de dólar. A personagem com maior destaque era o Super-Homem. Pela primeira vez, nesta BD, foram também apresentadas ao público Lois Lane e Zatara, outras célebres personagens da série.
Cerca de 12 anos depois de ser lançado, o exemplar, que agora foi leiloado, foi comprado por 35 cêntimos por um rapaz numa loja de segunda mão. Até 1966, o livro ficou esquecido na cave da casa da mãe do dono, que não foi identificado. Desde então que o livro tem sido guardado com a intenção de fazer subir o seu valor.
---------------------------------------------------------------------

Batwoman lésbica??? E no Público?
lá tão paneleiros e as fufas a virem-se, cheios de langonha paneleira.
health insurance urqps [url="http://www.hollywoodbobbers.com/health-insurance-online.html"]health insurance quotes[/url] luquux http://www.hollywoodbobbers.com/health-insurance-online.html chga
Afixado por: orDian em setembro 25, 2009 11:56 AMauto insurance >:-O [url="http://www.hollywoodbobbers.com/auto-insurance-online.html"]auto insurance quotes[/url] %-DD http://www.hollywoodbobbers.com/auto-insurance-online.html 838265
Afixado por: Nacktarn em setembro 25, 2009 12:00 PMhealth insurance 8) [url="http://www.hollywoodbobbers.com/health-insurance-online.html"]health insurance quotes[/url] 758 http://www.hollywoodbobbers.com/health-insurance-online.html =)
Afixado por: NenaPdorra em setembro 26, 2009 01:37 AM