junho 01, 2009

V FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA COMEÇA HOJE !!! + BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #59 + BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #59 - Pedro Cleto na IN sobre o V FIBDBeja e a INAUGURAÇÃO, AMANHÃ, DO MUSEU HERGÉ

Caríssimos Kuentrófilos, como devem calcular, é difícil gerir as doses de informação em qualquer meio de comunicação, sob pena de os potenciais informados se fartarem dela. Portanto, mesmo os mais empedernidos bedéfilos estarão um bocadinho cansados da quantidade de informação (sobretudo de recolhas de recortes da imprensa) que aqui tenho editado. Isso não quer dizer, como todos sabem, que o mercado da BD neste país esteja delirantemente em alta, nem nada que se pareça com isso. Mas a informação sobre BD sim. Há muita gente a batalhar para que a banda desenhada não perca visibilidade, no meio da pasmaceira da baixa de vendas de livros, desinteresse generalizado das novas gerações, etc…

Bem, isto tudo para dizer que começa hoje uma semana cheia até mais não... de informação bedéfila. Por isso peço antecipadamente desculpas pela chuva de avisos (newsletters) de posts editados, que vai acontecer inevitavelmente. Mas, foi o início do Festival de Beja, que provocará intenso acompanhamento dos escribas, que estão habitualmente atentos aos eventos que se produzem pelo país fora. Depois, amanhã, mais um aniversário da Tertúlia BD de Lisboa, o 24º, que terá aqui a habitual reportagem. Depois, o álbum Público/ASA, que sai na 4ª feira – o Jonathan, de Cosey. Depois, enfim… veremos.

Para já, aqui fica a notícia (da Lusa, via Expresso on line) da inauguração, amanhã do Museu Hergé em Louvain-la-Neuve (penso que perto de Bruxelas). Depois, a matéria que o Pedro Cleto fez para a revista “IN” do Jornal de Notícias e Diário de Notícias de sábado passado, sobre o Festival de Beja. E junta-se o habitual pequeno texto do Cristóvão Gomes no “i” de sexta feira, que o nosso amigo e atento leitor José Manuel Pinto nos envia regularmente.

Sobre a reportagem do Festival de Beja, ainda não tive tempo para a trabalhar, mas vai incluir uma série de fotografias, informação sobre as edições lançadas e um pequeno filme, onde se poderá ver com destaques, a realização de um autógrafo de Gary Erskine e o momento ímpar da justíssima homenagem a Geraldes Lino (de que só muito poucos sabíamos) pelo Presidente da Câmara de Beja, com a oferta de 4 medalhas da cidade e placa alusiva à homenagem. Mas isto será talvez na quarta feira…

Já agora, informo quem for amanhã ao Encontro Vadio de Aniversário da Tertúlia, que terei alguns fanzines MONÓTONOS MONÓLOGOS DE UM VAGABUNDO – ENTREVISTA COM HUGO TEIXEIRA, que esgotaram em Beja, para venda. O Hugo estará lá para os autografar!!!

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Bruxelas, 31 Mai (Lusa)

O Museu Hergé, que abre ao público terça-feira, visa dar a conhecer as "múltiplas facetas" do artista belga, mas ao longo das diversas salas de exposição Georges Remi tem sempre a "concorrência" da sua mais notável criação, Tintim.

Responsáveis pela concepção e gestão do novo museu, localizado nos arredores de Bruxelas, explicaram à Agência Lusa que a ideia do museu é dar a conhecer a vida e obra de Hergé, tentando mostrar às pessoas os diversos trabalhos e criações do artista.

No entanto, os mesmos "hergeólogos" admitem que Tintim é e será sempre a grande "atracção", porque é também "a maior criação" de Hergé, e garantem que os visitantes que se deslocarem a Louvain-la-Neuve para ver o famoso personagem de banda desenhada também não ficarão desiludidos, porque Tintim está "omnipresente" no museu dedicado ao homem que o criou.

A ideia deste novo museu - há muito "reclamado" pelos amantes das "histórias aos quadradinhos" - é mostrar o génio de Hergé, para além das "Aventuras de Tintim".
"É por isso que se chama Museu Hergé e não Museu Tintim", aponta Charles Dierick, um dos grandes conhecedores da obra de Georges Remi e responsável por uma das salas de exposição do Museu.

"Muita gente pergunta: 'porquê Museu Hergé e não Museu Tintim? Toda a gente conhece Tintim...'. Mas acontece que Hergé fez muitas outras coisas, na banda desenhada e fora dela, além de Tintim. Se ele produziu BD como o fez foi também porque teve outras ocupações e mestrias que adquiriu ao fazer o trabalho de ilustração, de publicitário, de grafismo...", observou o antigo director do Centro Belga de Banda Desenhada.

Desse modo, explicou à Lusa o director do Museu, Laurent de Froberville, o museu foi pensado de forma a que os visitantes tenham "uma ideia de quem era o homem, qual era sua forma de vida, quais eram as suas paixões" e conheçam também outros trabalhos e criações de Georges Remi.

"Conhecemos Tintim, mas não conhecemos Quike, Flupke, Jo, Zette e Jocko, todas as outras personagens que ele criou, e algumas delas também muito cativantes", apontou, acrescentando que "há tantas as coisas a dizer sobre Hergé que se poderia duplicar a superfície deste museu".

Um dos especialistas de Hergé que mais pode dizer sobre a vida e obra de Georges Remi é Philippe Goddin, autor de uma biografia do artista ("Hergé - Lignes de Vie"), que "pensou" e ajudou a criar o museu.
Goddin sublinhou também a preocupação em permitir aos visitantes "descobrir a diversidade" do artista, apontando que para tal se procurou "que todos os aspectos da criação e da personalidade de Hergé estejam ilustrados, de uma maneira ou de outra".

"Aqueles que vierem aqui pelo Tintim serão bem servidos, porque o Tintim está evidentemente presente no conjunto do museu. Aqueles que ficarem surpreendidos por Hergé ser autor de outras séries vão também poder descobri-las", resumiu o antigo secretário-geral da outrora Fundação Hergé (agora "Estúdios Hergé") entre 1989 e 1999.

Uma das "descobertas" ao dispor dos visitantes será a forma como o cinema influenciou a obra de Hergé que, segundo Laurent de Froberville, "realizava as aventuras de Tintim, como se realiza um filme, com um cenário de partida, uma 'mise en scéne', um ritmo que era extraordinário, onde há momentos de tensão, de suspense e momentos mais calmos".

A influência do cinema sobre Hergé é o mote para uma das oito salas temáticas do Museu, pensada por Charles Dierrick, que aguarda agora a resposta do público a um espaço que "tinha de existir" e acaba de nascer.

"O Museu deve evoluir, viver e ganhar o seu espaço, por um lado, num quadro dos museus de banda desenhada, por outro lado, num quadro internacional de museus consagrados à arte contemporânea", afirmou.

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ACC.

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JORNAL “I” DE 29/05/2009.

ESPECIALISTA DE BD
CRISTOVÃO GOMES

A gargalhada do deprimido

O QUE É QUE há no humor que o liga tão intimamente melancolia? Andre Franquin (1924-1997) foi um desses deprimidos cuja tristeza se fez gargalhada. Sem educação formal em desenho, a Segunda Guerra interrompeu-lhe os estudos. Juntou-se a Morris, Will e Jijé e entre todos criaram um estilo gráfico conhecido como a escola de Marcinelle – uma reacção contra a linha clara de Hergé, que passava pela introdução de movimento no desenho ao contrário do que acontecia no estilo mais contemplativo do criador do Tintin. Ainda por causa da guerra, fica encarregado de continuar o Spirou de Rob-Vel. Confere-lhe densidade e introduz personagens secundários inesquecíveis como o Marsupilami e o inenarrável presidente da Câmara. No auge do sucesso deprime-se. Cria então o primeiro herói sem qualidades da história da BD: Gaston Lagaffe. A sua capacidade para recriar num desenho todas as características do humor físico e notável. Lagaffe torna caótica a situação mais ordeira e tem um talento único para inventar objectos estranhos e inúteis. Ao mesmo tempo, Franquin ri de si mesmo. Numa das suas histórias, Fantásio tem um ataque de nervos perante mais uma das invenções de Gaston.
Solução:"Tomar um desses antidepressivos que 0 Franquin deixa par ai."
Com o passar dos anos, o seu humor torna-se mais desencantado. Surgem as suas «ideias negras», um manancial de cinismo, ideias soltas que reflectem a amargura de um homem que tenta rir, desesperadamente.
Morreu em 1997,com uma gargalhada triste, e quase certo.

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Gary Erskine, autografando...

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Publicado por jmachado em junho 1, 2009 10:42 PM | TrackBack
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Lembrar-me da sua informação pessoal?