junho 13, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #64 - Pedro Cleto no JN sobre os 75 anos de Mandrake e a edição do Príncipe Valente de M. Caldas nos EUA + Ainda Jorge Colombo e o 'i'Phone

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MAGIA DE MANDRAKE NASCEU HÁ 75 ANOS

11 Junho 2009 - 00h34m

F. CLETO E PINA

A 11 de Junho de 1934, saía a primeira tira de "Mandrake". Era a chegada à BD da magia que Houdini celebrizara e que constituiria mais uma válvula de escape para uns EUA ainda sob os efeitos da grande depressão de 1929.
Calmo, elegante, de bigodinho fino e belo porte, smoking, capa e cartola pretas, tendo aprendido as suas artes hipnóticas na escola de magia de seu pai, Theron, e vivendo na (sofisticada) mansão de Xanadu, com a bela princesa Narda, com quem casará décadas (!) mais tarde, Mandrake conta sempre com a ajuda (física) de Lotário, possivelmente o primeiro negro da história da BD, caricaturado com as suas roupas de peles de animais.

No início usando magia pura, que desapareceu por pressão de sectores cristãos sendo substituída por dotes telepáticos e hipnóticos, Mandrake desde cedo enfrentou ladrões e extraterrestres, contando-se entre os seus principais inimigos o seu gémeo Derek e o meio-irmão Lúcifer, mais conhecido como Cobra, e a associação criminosa "8". Recorrendo com frequência ao seu famoso "gesto hipnótico", o mágico conseguiu vencer os mais tenebrosos malfeitores.

Os seus autores foram Lee Falk (1911-1999) - que em 1936 criaria também o Fantasma - e Phil Davis (1906-1946), que se inspiraram no mágico (de carne o osso) Leon Mandrake, amigo de Davis. Juntos, prosseguiram com as aventuras do prestidigitador, até ao falecimento de Davis, que seria substituído por Fred Fredericks (1929), que desde 1999 também escreve esta série que acompanhou os leitores do Jornal de Notícias a partir de 1978, durante quase três décadas.

O êxito dos quadradinhos levou Mandrake à rádio e ao pequeno ecrã logo em 1939 e nos anos 60 Fellini, amigo de Falk, chegou a pensar levá-lo ao cinema.
Notícias recentes apontam de novo essa possibilidade, num filme dirigido por Mimi Leder, com Hayden Christensen (o jovem Anakin Skywalker/Darth Vader de Star Wars 2 e 3), como Mandrake, e Djimon Hounssou, como Lotário.

Resta saber é se na tela Madrake terá o glamour, a elegância que são suas características nas histórias aos quadradinhos. É que quando há cruzamentos entre a sétima e a nona arte, normalmente os heróis desta última não saem beneficiados. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu com Fantasma...

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PRÍNCIPE VALENTE LUSO À VENDA NOS EUA

07Junho2009

F.CLETO E PINA

O site da editora norte-americana Fantagraphics Books destaca o livro "Prince Valiant Vol. 1: 1937-1938" anunciando que é "importado de Portugal" e que se trata de "uma edição especial de um fã" feita "com as melhores provas, cuidadosamente restauradas".

Esse fã do Príncipe Valente é Manuel Caldas, natural da Póvoa de Varzim e um dos maiores especialistas da obra-prima de Hal Foster, que explicou, ao JN, tratar-se de "uma edição que fiz para o mercado inglês", sob o selo Libri Impressi. No entanto, problemas com a sua colocação directa nas livrarias goraram as intenções de Caldas, que revela que se venderam apenas "uns 170 através do catálogo".

"Surpreendentemente", a Fantagraphics, responsável pela reedição de clássicos como os "Peanuts"," Popeye" ou o mesmo "Prince Valiant" a cores, encomendou 300 exemplares, agora disponibilizados. Mas que devem "esgotar, no máximo, em dois meses", prevê a editora, que espera ver "exemplares altamente inflacionados no eBay até ao final do ano".

E continua: "Trata-se de uma esplêndida edição de grande formato em capa dura e é uma emoção ver o traço sumptuoso de Foster reproduzido com tanta pureza. Todos os fãs de Foster têm de a possuir". Isto só vem confirmar a altíssima qualidade do trabalho de Caldas, que tem dedicado muitas horas à restauração de cada uma das pranchas, para recuperar o traço original a preto e branco.

Responsável pelos seis primeiros volumes (12 anos) da série, em Português e em Castelhano, Caldas revela que tem ainda "uma montanha de cópias da edição de 2000 exemplares", alguns dos quais têm servido para satisfazer "os espanhóis que me escrevem a pedir a edição espanhola, esgotadíssima".

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4 a 10 de Junho 2009

(TECNOLOGIA)

Não telefone, pinte!

Chamam-lhe iPhone Art e estreou-se na capa da revista New Yorker, pela mão de um português.

Nos últimos três meses, quem reparou em Jorge Colombo numa esquina de Nova Iorque a dedilhar o seu iPhone deve ter pensado que ele se entretinha a escrever um longo sms ou estava perdido numa miríade de contactos. Raros terão sido aqueles que perceberam o que mantinha o artista português, radicado há 20 anos nos Estados Unidos, concentrado durante tanto tempo, de olhos ora na rua ora no telemóvel. Só mesmo quem já ouvira falar do software Brushes, da Apple, juntou um mais um e concluiu que desenhava. Sem papel, aguarelas ou pincéis. Com o dedo e directamente no ecrã do seu iPhone comprado em Fevereiro.

Na última semana, quem se interessa por tecnologia não passou ao lado do burburinho gerado pela edição de Junho da New Yorker. Há quinze anos que Colombo colabora com a revista - mas a primeira vez que um desenho seu teve honras de capa saltou logo para as notícias.

A imagem de um vendedor de cachorros quentes junto do museu de cera Madame Tussauds, na Rua 42, não difere muito de outras cenas urbanas e nocturnas tão caras ao português. A novidade está no facto de ela ter sido feita num iPhone, com a aplicação criada em Agosto do ano passado por Steve Sprang, um programador freelance de 32 anos.

Num só dia - segunda-feira, 25 de Maio, data do lançamento da New Yorker - compraram-se 2700 cópias do Brushes, muitíssimo acima das habituais 60 a 70 diárias. A 4,99 dólares cada (3,5 euros), significaram um belo encaixe para a Apple e para Sprang (que, entretanto, baixou o preço em 1 dólar). A própria revista vendeu-se como nunca nesse dia. E o autor do desenho da capa - o primeiro iSketch nas bancas – começou a ser entrevistado a torto e a direito.

À VISÃO, Jorge Colombo, de 45 anos, desmistifica o feito, insiste que desenhar num iPhone «é canja» e aponta vantagens: «Tenho muito mais páginas em branco do que num caderno.» Ou ainda: com o Brushes é possível desenhar à noite e apagar as «pinceladas» erradas sempre que necessário. A única desvantagem, diz, é ter de recarregar a bateria de vez em quando.

Além da capa da edição de Junho da New Yorker, Jorge Colombo vai ter um desenho novo, todas as semanas, no site da revista

ROSA RUELA

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Todas as imagens são da responsabilidade do editor do Kuentro.

Publicado por jmachado em junho 13, 2009 04:37 PM | TrackBack
Comentários

Quem é o Manfrake?

Afixado por: tó neto em junho 14, 2009 10:01 PM

PRÍNCIPE VALENTE na edição do Manuel Caldas em inglês? Boa. Pena é que por cá o cabrão do Vilela, e mais a sua lendária cobiça de dinheiro, tenha sabotado o projecto todo. E pena do Caldas: lidar com o anormal deste calibre.
Boa sorte, Príncipe Valente!!!

Afixado por: claudia galhardos em junho 14, 2009 10:06 PM
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