novembro 06, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #95 - João Miguel Lameiras no “Diário As Beiras” (mas no seu novo blogue) + texto publicado no jornal "i" e… emenda de uma gafe fotográfica.

Sempre que se fazem coisas à pressa, corremos o risco de acontecer qualquer erro lamentável. Pois foi assim no último post deste blogue: procurar uma foto do Peeters a toda a velocidade e… postar a foto que estava ao lado (por ordem alfabética de apelidos no arquivo), que era do Spiegelman. Tenho que me desculpar perante os leitores do Kuentro. Só agora consigo emendar a coisa porque estive fora de casa quase três dias.

Fica também AQUI o link para o blogue do João Miguel Lameiras (Por um punhado de imagens: http://www.porumpunhadodeimagens.blogspot.com/) , onde o escriba posta os seus textos que são publicados no Diário As Beiras e muitas outras opiniões que, espero, sejam motivo de visita obrigatória. Já não era sem tempo a aposta de JML num blogue (à semelhança de Pedro Cleto, que também criou o seu – As Leituras do Pedro), uma vez que é muito difícil adquirir o “Diário As Beiras” nesta minha zona e as aquisições online, nem sempre deram bons resultados.

O TEXTO DE João Miguel Lameiras no "Diário As Beiras" (31Outubro2009) e no blogue Por um punhado de imagens:

Na última sexta-feira, dia 23 de Outubro, começou no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, arredores de Lisboa, mais uma edição do Festival de Banda Desenhada da Amadora, o maior evento do género em Portugal e que este ano comemora 20 anos de actividade.

Infelizmente para a organização do Amadora BD (nova designação que, junto com o novo logótipo, mostram a preocupação de modernizar a imagem do Festival), as eleições autárquicas foram antes da data habitual do Festival e não deve ter sobrado muito dinheiro para comemorar condignamente esta data redonda, o que obrigou a cortes variados, do catálogo, bastante mais modesto do que em anos anteriores, à própria área de exposição e à zona comercial, com claro prejuizo para as pequenas editoras e lojas, encafuadas em stands com um metro de frente… Mas, mesmo com um orçamento bastante inferior ao dos anos anteriores, ainda foi possível reunir um conjunto bastante sólido de exposições, espalhadas por vários equipamentos culturais do concelho da Amadora, com destaque para o Fórum Luís de Camões, que acolhe pela terceira vez o núcleo central do Festival.

Tendo como tema aglutinador “O Grande Vigésimo” (um trocadilho, muito pouco conseguido com o título do jornal “Le Petit Vingtiéme”, onde Hergé criou o Tintin), a mostra principal, coordenada por Sara Figueiredo Costa, divide-se em quatro partes: “Almanaque”, que revisita os momentos marcantes dos últimos vinte anos do Festival; “Colecção CNBDI”, que recolhe originais de autores portugueses e estrangeiros que passaram pela Amadora; “Contemporaneidade portuguesa”, uma selecção feita por Pedro Moura de alguns dos (para ele) nomes mais importantes da BD que se faz actualmente; e “20 Anos de Concursos”, que demonstra como vários dos nomes consagrados da actual BD portuguesa, como José Carlos Fernandes, começaram nos concursos de BD da Amadora.

Tendo em conta a importância da efeméride que evoca, o resultado final desta mostra não é particularmente entusiasmante. Pode ser que o anunciado livro de Sara Figueiredo Costa sobre os 20 Anos da Amadora, me leve a mudar de opinião, mas até ao final do segundo fim-de-semana, o livro ainda não tinha saído, o que me faz temer que suceda o mesmo que com a Exposição das “100 Melhores BDs do Século XX, cujo catálogo, cinco anos depois da exposição, ainda não saiu…

Bem melhor é a exposição dedicada a Rui Lacas, vencedor do prémio do Melhor álbum Português no ano passado e responsável pela excelente linha gráfica do Festival deste ano, ou as mostras dedicadas a Lepage - vencedor do prémio do Melhor álbum estrangeiro com “Muchacho”, cujos fantásticos originais só por si justificam a visita ao Festival - e António Jorge Gonçalves. Mas no espaço do Festival há ainda espaço para exposições de Osvaldo Medina (grande revelação de 2008 com “ A Fórmula da Felicidade”), José Garcês, Giorgio Fratini (italiano, autor de “As Paredes têm Ouvidos”), e para mostras colectivas da BD da Polónia e do Canadá. Se a exposição dedicada ao Canadá se limita ao trabalho dos autores do colectivo Transmission-X (Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Perez) já a mostra dedicada à BD polaca dá uma boa panorâmica da (muita e diversa) Banda Desenhada que se faz naquele país, com destaque para autores como Kas, que conseguiram seguir as pisadas de Rosinsky, o desenhador de Thorgal, e entrar no exigente mercado franco-belga.

Também os 50 anos de Astérix são evocados, mas apenas com uma exposição de coleccionismo que, embora relativamente pobre, contém algumas peças curiosas. Outra efeméride evocada nesta edição foi os 50 anos de carreira de Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica, que voltou a levar largas centenas de pessoas ao Fórum Luís de Camões, em busca de um autógrafo seu. Já Exposição que lhe foi dedicada e que mostrava aspectos menos conhecidos da sua obra, merecia uma cenografia mais cuidada, como a que tinha a espectacular mostra dedicada à Planeta Tangerina, a editora que publica os melhores livros infantis de autores portugueses.

Espalhadas por outros equipamentos culturais do concelho da Amadora, o que, infelizmente, implica que serão vistas por muito menos visitantes do que o núcleo central do Festival, estão, para além da mostra "riscos do Natural", de José Ruy, na Escola Superior de Teatro e Cinema e da exposição de BD infantil, "Em traços Míudos", na Kidzania, três outras importantes exposições. Mostras evocativas de grandes personalidades da BD, já desaparecidas, como Vasco Granja, falecido este ano (no edifício da Câmara Municipal); Adolfo Simões Muller, cujo centenário do nascimento se comemorou este ano (na Casa Museu Roque Gameiro); e de Hector German Oesterheld, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.

Esta última mostra, dedicada ao mais importante argumentista de língua espanhola, “desaparecido” às mãos da ditadura militar argentina, em finais da década de 70, prossegue a aposta do CNBDI em dar visibilidade aos argumentistas, com Oesterheld a suceder a Alan Moore e Neil Gaiman. Reunindo pela primeira vez uma série de material sobre o criador de “Mort Cinder”, “ El Eternauta” e “Sargento Kirk”, esta mostra, de grande importância tanto simbólica como real, estará em exibição até finais de Fevereiro de 2010, pelo que voltarei a falar dela neste espaço. Entretanto, aqueles que não a forem visitar, poderão ficar a saber algo mais sobre ela, no blog criado propositadamente para a exposição pelo argentino Mariano Chinelli (http://hgobdamadora2009.blogspot.com/), um dos especialistas na obra de Oesterheld que colaborou na exposição do CNBDI.

(“20º Amadora BD” , de 23 de Outubro a 8 de Novembro de 2009, no Fórum Luís de Camões. Mais informações em www.amadorabd.com )

Versão alargada de um texto publicado no Diário As Beiras de 31/10/2009

(Texto corrigido por JML em 6NOV09 e republicado aqui com as alterações feitas pelo autor).

________________________________________________________________

Texto do jornal "i", citando a agência Lusa:

FRANÇOIS SCHUITEN E BENOIT PEETERS VÃO ESTAR DOMINGO NO FESTIVAL AMADORA BD

por Agência Lusa, Publicado em 02 de Novembro de 2009

François Schuiten e Benoit Peeters vão estar no domingo no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde receberão dois prémios pelo álbum "A teoria do grão de areia".

De acordo com a organização do Amadora BD, os dois autores vão estar apenas no domingo à tarde no Fórum Luís de Camões, na Amadora, para contactar com o público, dar autógrafos e receber os prémios Juventude e "Melhor álbum estrangeiro" pela história da série "As cidades obscuras".
Schuiten e Peeters tinham já sido convidados antes para participar nesta 20ª edição do Amadora BD, mas o convite foi reforçado depois da atribuição daqueles dois prémios à obra da dupla franco-belga.

"A teoria do grão de areia" é uma obra de banda desenhada repartida em dois tomos, tendo o primeiro sido editado em Portugal em Junho passado, pela Asa. O segundo tomo deverá sair em 2010.

O álbum é o décimo da série "As cidades obscuras", que Schuiten e Peeters iniciaram nos anos 1980 e que inclui, entre outros, "A febre de Urbicanda", "A menina inclinada", "A fronteira invisível" e "A sombra de um homem".
Inspirados pela arquitectura, pela Art Nouveau ou por Júlio Verne, Schuiten e Peeters criaram um mundo utópico paralelo à Terra, com sumptuosas e detalhadas paisagens urbanas de cidades que se aproximam da realidade, como Brüsel (Bruxelas) e Urbicanda (Berlim) e onde ocorrem acontecimentos insólitos que desencadeiam uma história.

Além de Schuiten e Peeters, no último fim-de-semana do 20º Amadora BD marcarão ainda presença David Lloyd, desenhador britânico de "V for Vendetta", com argumento de Alan Moore, e Luc Collin, autor belga conhecido por Batem, que sucedeu a Franquin na série Marsupilami.

___________________________________________________________________

EMENDA DE UMA GAFE FOTOGRÁFICA:

peeters.jpg
A foto de Benoit Peeters - que estava ao lado da de Art Spiegelman, no arquivo Pedranocharco, onde cliquei por precipitação.

peetersschuiten.jpg
Benoît Peeters e François Schuiten - foto enviada por João Miguel Lameiras.

Já agora fica AQUI também o link para o Blogue do Pedro Cleto, com textos interessantes sobre os 50 anos de Asterix, Tarzan, etc...

Publicado por jmachado em novembro 6, 2009 12:57 PM | TrackBack
Comentários

É costume de alguns «críticos» destes eventos de Histórias em Quadrinhos procurarem SEMPRE qualquer defeito no que vêem, fazendo o possível por esconder algo que esteja bem. É o caso do autor dos «artigos» do Diário das Beiras. Faz uma análise apressada ao XX Festival da BD da Amadora, sem o ter visitado na íntegra, sem ter sequer lido com atenção o programa. Já me habituei às suas análises do que vê de esguelha. É pena. Aconselho-o a verificar TUDO primeiro e depois então comentar ou dar simplesmente a notícia.

Afixado por: José Ruy em novembro 6, 2009 03:33 PM

É sempre bom verificar que o José Ruy está atento aos meus textos! Espero que seja visita frequente do meu blog.
Calculo que o que tenha motivado o seu comentário, seja a ausência de referência à mostra Riscos do Natural, que está na Escola superior de Teatro e Cinema da Amadora. Um erro de que me penitencio e que já foi corrigido no blog.
No texto original das Beiras, essa ausência foi deliberada, pois tenho um espaço limitado de 3.500 caracteres, que não estica, e tive que optar por falar das coisas que me parecem mais importantes. A exposição do José Ruy, até por ser uma mostra mais antiga, feita para uma anterior edição do Festival e que já foi objecto de um livro/catálogo, andando a circular pelo país já há alguns anos, não me pareceu digna de destaque, sobretudo quando havia tanta exposição nova para falar e tão pouco espaço. DE qualquer modo, no fim do texto coloquei o link para o site do Festival, onde está disponível o programa completo.
Já quando ampliei o texto para o blog, devia ter feito referência à exposição do José Ruy, tal como me esqueci também de referir a mostra Em Traços Míudos, que inclui trabalhos do meu amigo Ricardo Ferrand. Uma das vantagens da Internet, é que permite corrigir facilmente esses erros, o que já foi feito no meu blog. Cabe agora ao Machado-Dias corrigir também aqui.

Afixado por: João Miguel Lameiras em novembro 7, 2009 12:20 PM

O plágio é péssimo - pode ser uma das causas do desrespeito da bd nacional

A peste assume influencias mas nao faz plagios directos

Afixado por: A PESTE em novembro 8, 2009 02:17 PM

o meu comentário anterior é deslocado, despropositado e mal formulado - nao esta no local certo.
Aos leitores e gestores do site as nossas sinceras desculpas peste - a sério
Se pudera retirava o post mas o site nao permite

Afixado por: A PESTE em novembro 9, 2009 03:07 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?