Caríssimos, aqui fica um texto que recebi de um amigo do Porto, que visitou o Festival da Amadora e resolveu enviar-me directamente para o email o texto que a seguir (e com autorização do autor) deixo à vossa disposição.
Seria interessante que mais bedéfilos (ou simples curiosos da coisa) se pronunciassem, sem aquelas cretinices dos que tomam os críticos por "mal dizentes"...
" (...) Fui na 4.ª feira, dia 4/11, visitar o Festival da Amadora. E, sinceramente, não fiquei suficientemente “agarrado” para voltar a este Festival.
Primeiro - pela dispersão de locais da exposição, e a falta de um mapa da Amadora com indicação de locais e forma de transporte; nem na Câmara Municipal da Amadora havia um mapa da cidade, nem na Junta de Freguesia da Mina, aqui só da freguesia (de notar que sou do Porto e não conheço a Amadora), indicação que dei no CNBDI e informaram-me que se encontrava no sítio do festival na net a indicação, que, talvez por insuficiência minha, não encontrei.
Segundo – pelos stands fechados, embora já sabendo que isso poderia acontecer (tinha lido a explicação da Pedranocharco sobre o estar fechada, que entendo), mas penso, como acontece noutros acontecimentos do género nos quais a Organização assume o manter os stands abertos com a responsabilização dos artigos expostos e para venda.
Terceiro – alguma falta de critério na exposição, como aconteceu com os “50 Anos de Astérix”, mais parecia uma exposição de “Astérixomania” (desculpe o termo que não existe). E por último a desilusão que foi a exposição das “Revistas de BD do tempo dos nossos avós”, não digo sem qualquer interesse mas demasiado curta para quem gosta de BD, as que lá estavam eram do meu tempo de miúdo, e estar numa biblioteca, onde, por norma, devem existir muitos mais exemplares de revistas do tempo dos nossos avós, mesmo sendo uma biblioteca recente, ou estarei a ser muito exigente?
Não consegui ver tudo, não vi a exposição sobre o Adolfo Simões Muller, na Casa Roque Gameiro, que gostaria imenso, nem a Kidzania Portugal, no Dolce Vita Tejo, mas penso que as outras que vi (CNBDI, Recreios da Amadora, ESTC,GM Artur Bual), poderiam ter sido melhor expostas e explicadas a quem as vai visitar, pois se não se tiver algum conhecimento sobre os expostos só se fica com a ideia dos seus desenhos e, como no caso dos Recreios da Amadora, nem sequer há um folheto dizendo que obras que têm publicadas, quem são, isto podendo-se ler no painel no local da exposição.
Quanto ao Fórum Camões, numa parte uma exposição com algum brilho, mas noutra o brilho perde-se. Nalgumas a luz poderia ser melhor, pois ao reflectir nos vidros das pranchas tinha que se procurar posição para ver a prancha exposta. No fundo, sem poder fazer comparações com anteriores Festivais fica-se com a ideia que se perde força neste festival, até no catálogo dos anteriores e deste a diferença é grande, e, em conversa com quem visitou o Festival no primeiro local e agora neste, fiquei com a ideia que o Festival perdeu com a mudança, tendo, agora, menos espaço ou não melhor exposição.
Algumas das críticas foram apresentadas a pessoas ligadas ao festival e, devo salientar, a forma como me trataram, arranjando boleia para dois locais, o CNBDI e a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, fui privilegiado nesse aspecto, mas não invalida o que disse e digo. Outra coisa que me espantou foi que perguntando se o CNBDI era o sucessor do CPBD, não me souberam dizer… (...)"
Só para esclarecer, até o próprio autor do texto, que os Stands são alugados pelos interessados, especificando o horário em que os querem abertos ao público. É lógico que a maioria dos editores e livreiros não tem condições para estar no stand durante toda a semana - geralmente porque, ou tem emprego, ou tem uma loja aberta onde factura mais do que no FIBDA durante esses dias.
O FIBDA não tem qualquer interferência nesse aspecto, a não ser enquanto existiu uma loja comum - o que já não acontece à uns tempos, apesar de a Livraria Dr. Kartoon se ter vindo a disponibilizar para uma coisa do género nos últimos anos.
E, já agora, convido-vos a ir ao Blogue do Pedro Cleto, AQUI, para lerem sobre O Muro de Berlim e a BD.
Publicado por jmachado em novembro 10, 2009 10:20 PM | TrackBack