novembro 23, 2009

XX FIBDA/AMADORABD 2009 – 3

Escreve o Mário Freitas no texto que indicámos anteriormente (em “Espaço Crítico”, o blog da Kingpin) que: “E quanto aos autores estrangeiros ou à pouca abundância deles? É certo que, idealmente, caberia à organização convidá-los antecipadamente ou pedir sugestões de nomes a editores e livreiros. Mas já que não o faz, por inércia ou por desconhecimento, porque não tomam certos editores e livreiros eles próprios a iniciativa, ao invés de estarem à espera de serem sempre os mesmos dois (ou três, na melhor das hipóteses) a fazê-lo? Se cada editor/livreiro convidasse ou sugerisse anualmente à organização 3 ou 4 nomes, imaginem a qualidade do cartaz que teríamos para o evento. E um melhor cartaz traria inevitavelmente mais visitantes, mais notoriedade e, logo, mais vendas. Com a disseminação de blogues, sites, redes sociais e quejandos, é fácil e rápido entrar em contacto com parte significativa dos autores profissionais que trabalham nos mercados internacionais. Tomem a iniciativa. Não se limitem a criticar, não se limitem a esperarem sentados.”

Tudo isto é muito bonito, válido e interessante quando se fala um bocadinho de “barriguinha cheia” – porque o FIBDA deste ano lhe correu bem e todo o seu discurso no referido texto, transpira esse facto - gostava de o ouvir se ele tivesse ficado "do outro lado" do espaço comercial. Mas eu sei o que o Mário disse no 1º fim-de-semana e sei o que disse nos Festivais anteriores, portanto... Mas nem sequer quero ir por aí. Até porque estou do lado do trabalho dos livreiros e editores e não pretendo “comprar” guerrinhas inúteis, além de não estar incluído no “pacote” visado, uma vez que só edito autores portugueses e esses estiveram lá quase todos. Mas além do mais, que saibamos, só a ASA (além da Kingpin, ao que parece) têm capacidade financeira para convidar autores estrangeiros, pagar-lhes viagens, alojamento para estadia, etc… Não me parece que qualquer outro editor ou livreiro tenha essa capacidade. Lembro-me que a BDmania também o fazia quando ainda participava no FIBDA.

Portanto, as exposições dedicadas aos “TXComics”, de Cameron Stuart, Karl Kershi e Ramon Perez, até foram, sem sombra de dúvida um dos pontos importantes do Festival deste ano, mesmo cenograficamente, assim como a exposição de Osvaldo Medina (com “A Fórmula da Felicidade” e “Mucha”, este com texto de David Soares e ambos editados pela Kingpin Books), embora menos conseguida em termos de exposição.

Quanto à exposição do “ISRAEL Sketchbook” (Edições ASA) de Ricardo Cabral, foi pena a “cenografia” (a ausência dela, claro) a despachar. Apesar de todo o potencial que o livro revela para se conseguirem cenários apelativos.
Aqui ficam as fotos das exposições referidas.

kingpin.jpg
kingpin2b.jpg
kingpin3c.jpg

A exposição de ISRAEL-Sketchbook, de Ricardo Cabral:

riccabral.jpg

Infelizmente, pelo que se lê nos comentários e nos textos que visam os textos que aqui postamos, parece que ninguém ainda percebeu o que queremos discutir aqui: PARA QUE SERVE AFINAL UM FESTIVAL DE BD EM PORTUGAL?…

O PRÓXIMO POST SERÁ SOBRE MANGÁ E COSPLAY NO FIBDA 2009.

Publicado por jmachado em novembro 23, 2009 07:55 PM | TrackBack
Comentários

pronto,já chega de falar mal do festival, afinal de contas serve para tudo isto: para mostrar livros novos,actividade dos autores, juntar pessoas até aposto que se divertiram ;a cortar na casaca,na bengala do david soares, beber umas cervejas e ver a paisagem humana ,há gente que vende lá, portanto se estiveste lá houve festival para toda essa gente houve festival e gostaram, festival para mim näo foi magneto,prefiro adubar o meu quintal a ir ao festival, mas se puder vou ao próximo de beja

Afixado por: gambuzina em novembro 24, 2009 11:19 AM

A pergunta esta incorrecta e mal formulada: um festival não tem de servir para qualquer coisa!

Um festival como um nome indica bem, é uma festa em primeiro lugar - o festival de Bd é o que a Bd portuguesa É!
O Festival é a imagem da BD portuguesa, com as suas debilidades.
Uma coisa so - a CMAmadora suporta, enquanto autarquia, o custos do CNBDIA e Festival ( note-se que a Amadora é a Capital nacional da BD e não tem patrocínio do Estado, da Cultura mas de uma autarquia - isto pode estar ligado à tradição do municipalismo português outro assunto.) e isto não é pouco.
A insuficiência do festival é a insuficiência da BD portuguesa tudo- editores livreiros, artistas, clientes, críticos de tudo, fanzineiros, etc

Passem mas é a dar atenção às vossas próprias falhas mais que às falhas do festival!

Já agora ao invés de criticar o espaço comercial que tal reflectir na oferta apresentada pelo editor/livreiro?

Afixado por: A PESTE em novembro 24, 2009 12:59 PM

Quem é esse palhaço de palhaço de bengala e chapéu, que ostenta o título de sir? O vocalista dos Megadeath?

Afixado por: istra em dezembro 4, 2009 06:34 PM
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